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Vanderlei Luxemburgo

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  1. 21/02/2008

    Flu teve medo de ser feliz





    Depois de um primeiro tempo hesitante, em que esteve acuado em seu campo defensivo e com muitos erros de passe, o Fluminense mostrou personalidade na etapa final e só não chegou à vitória porque teve medo de ser feliz. No momento em que estava mais perto de abrir o marcador do que seu adversário, Renato tirou de campo Thiago Neves, um de seus principais jogadores (chegou a chutar uma bola na trave), e colocou Roger, sinalizando para o time que estava satisfeito com o 0 a 0. O time, então, recuou e sofreu intenso bombardeio nos últimos minutos.

    O empate sem gols com o bem-estruturado time da LDU na altitude de Quito pode ser visto como bom num primeiro momento. Mas com a boa atuação tricolor nos 45 minutos finais, ficou uma sensação de que o Fluminense poderia ter trazido os três pontos em sua estréia na Libertadores. Mesmo assim, se confirmar seus resultados em casa e seguir ao menos empatando fora, o time alcançará a classificação às oitavas-de-final no Grupo 8.

    ***
    Num lance idêntico ao ocorrido contra o Atlético-PR nas quartas-de-final da Copa do Brasil-2007, Cevallos, fora de sua área, defendeu com as mãos um chute de Thiago Neves que tinha endereço certo. O árbitro colombiano Albert Duarte, porém, se mostrou covarde e não teve coragem de aplicar a regra e expulsar o goleiro equatoriano, que atuava em casa.

    É Libertadores!

    ***
    O Fluminense volta a campo pela competição no próximo dia 5, quando enfrentará no Maracanã o líder Arsenal (ARG), que bateu o Libertad (PAR) por 1 a 0 nesta primeira rodada.

    Se vencer, o Flu já assumirá a liderança do Grupo 8 e dará uma boa arrancada para ficar com uma das duas vagas para as oitavas-de-final.

    A galera tricolor vai chegar junto pra dar aquela força.

    ***
    O Fluminense será homenageado pelo desenvolvimento de programas como o Flu Educação Esportiva e por ações beneficentes como a campanha Adote um Sonho. O prêmio faz parte das comemorações do Rotary, que chega aos seus 103 anos de fundação. O evento acontece neste sábado no Museu Militar Conde de Linhares.

    ***
    Este Flu é raçudo sim senhor!

  2. 17/02/2008

    Para encantar a América





    Vai começar a escalada tricolor rumo ao topo da América. E se pra chegar ao cume é preciso subir, o Fluminense já estará bem perto dele: a 2.850 metros do nível do mar, o time enfrenta a Liga Deportiva Universitária, atual campeã equatoriana, nesta quarta, pela Taça Libertadores.

    Não bastasse todos os efeitos negativos causados pela altitude, o Flu terá em seu jogo de estréia um osso duro de roer. Dirigida pelo argentino Edgardo Bauza, a LDU conta em seu elenco com diversos jogadores que atuam ou já atuaram pela seleção do Equador, como o goleiro Cevallos, zagueiro Jayro Campos, o lateral-esquerdo Paul Ambrosi, o volante Javier Urrutia e o apoiador Cristian Lara. No comando do ataque, o experiente Ivan Kaviedes, que disputou as Copas do Mundo de 2002 e 2006. Pior: o time atua junto há muito tempo e tem um entrosamento que beira a perfeição.

    Como se vê, o Tricolor terá que suar um litro certinho se quiser voltar de Quito com os três pontos na bagagem.

    ***
    Dica: é bom Renato encontrar uma maneira de neutralizar Vera e Urrutia. É que os volantes da LDU, além de marcarem muito bem, ainda saem em velocidade na ligação com os laterais, responsáveis pelas principais jogadas de ataque do time equatoriano.

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    O Botafogo e seu técnico, Cuca, estão de parabéns pela classificação do time à final da Taça Guanabara. Mais organizado taticamente, o Alvinegro simplesmente não deixou o Fluminense jogar, sobretudo no segundo tempo, quando o Tricolor não conseguiu furar o bloqueio do adversário, que, em vantagem, recuou, para sair nos contra-ataques.

    No duelo dos treinadores, vantagem também para Cuca, que, após as saídas de Zé Carlos e Jorge Henrique, soube remontar seu time, sem comprometer o seu eficiente esquema. Do outro lado, Renato Gaúcho pareceu perdido: em determinado momento da partida, lançou a campo, juntos, Cícero, Conca, Thiago Neves, Leandro Amaral, Washington e Dodô, sobrepondo posições e deixando o time numa bagunça tática de dar nó na cabeça de qualquer jogador.

    ***
    Palavras do bom e humilde Cuca após a vitória. “O Botafogo tem muito o que comemorar, passamos por um gigante. O Fluminense certamente terá vida longa na Libertadores”.

    Que exemplo!

    ***
    Apesar da boa atuação, Fernando Henrique falhou no primeiro gol do Botafogo, marcado por Wellington Paulista. Engana-se, porém, quem pensa que o erro do goleiro tricolor tenha ocorrido na medonha furada de seu soco frustrado. O vacilo de FH foi ter abandonado a sua meta para tentar cortar uma bola que não era sua.

    Ora, todo mundo está careca de saber que em lances de escanteio bola no primeiro pau deve ser tirada por um dos defensores. Nestas ocasiões, cabe ao goleiro ficar no segundo pau ou, em bolas curtas, voltar para o centro do gol, fechando o ângulo, como deveria ser feito no lance fatídico. Estivesse posicionado corretamente, FH teria simplesmente encaixado a bola.

    Em que pese a falha comprometedora, o camisa 1 fez três defesas dificílimas no primeiro tempo e, desta vez, foi poupado pela galera.

    ***
    A confiança tricolor ficou um pouco arranhada após a atuação abaixo da expectativa contra o Botafogo. Uma vitória na estréia da Libertadores, porém, trará de volta a alegria e o entusiasmo necessário para que o time siga firme em busca de seus objetivos neste semestre.

    Como bem disse Renato, “o Flu está nas cordas”. E se o gigante está acuado, é bom não despertar a sua fúria.

    Quem avisa amigo é.

    ***
    Vinte e três anos de espera e o Flu volta a campo pela Libertadores.

    Encanta a América, Flu!

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  3. 14/02/2008


    Meu nome não é Gravatinha



    Ecos do Fla-Flu.

    De cabeças inchadas com o vexame que presenciara no Maracanã, casal de rubro-negros resolve ir a um baile à fantasia para espairecer. Na casa noturna, dançaram até se acabar na pista, sem, porém, conseguir se desligar do clássico.

    Já eram 2h da manhã quando resolveram beber alguma coisa. Aproximaram-se da bancada e perceberam que o barman também estava fantasiado. Cutucando o acompanhante, a mulher comentou:

    - Olha, amor! Não é o Gravatinha, do Nélson Rodrigues?

    Apesar do som alto, o barman, tirando a roupa de garçom e a máscara, apresentou-se.

    - Prazer! Meu nome é Thiago Neves!

    Créu!!!

    ***
    Ainda o clássico do último domingo. Não dá pra entender essa histeria em torno da comemoração do camisa 10 tricolor, inofensiva e até engraçada. Futebol é paixão, alegria e irreverência. Coreografias após os gols fazem, portanto, parte do contexto de um espetáculo como esse.

    Curioso é que noutra ocasião, Souza, atacante do Flamengo, após marcar contra o América-RN, no Campeonato Brasileiro, apontou o dedo para as arquibancadas, sacudindo-o, numa alusão a uma metralhadora giratória, o que pode muito bem ser interpretada como apologia à violência.

    Com alguns é assim: dois pesos, uma medida.

    ***
    Roberto Horcades pisou na bola ao mostrar o dedo médio a torcedores do Flamengo no último domingo, é verdade! Mas difícil mesmo é acreditar nessa história de que o presidente tricolor fez o gesto involuntariamente, sem ser provocado. Embora nada justifique o que fez, sobretudo pelo cargo que exerce, os fatos devem sempre ser revelados sem distorção.

    Este episódio me fez lembrar de outro ocorrido na decisão da Taça Guanabara-2004, decidida pela dupla Fla-Flu. Também sentado num dos camarotes do estádio, só que do lado tricolor, o cantor e compositor rubro-negro Gabriel Pensador, provocado pela torcida do Fluminense, apontou para seus órgãos genitais, despertando a fúria dos torcedores, que passaram a arremessar o que tinham em mãos em direção ao camarote. A situação era tão grave que precisou um dos integrantes do setor intervir e exibir uma camisa do Flu para contemporizar e serenar os ânimos.

    E aí eu pergunto a vocês, meus amigos: na época, alguém se lembra de ter visto uma notinha quer que seja sobre a falta de fidalguia do artista?

    Pois é!

    ***
    Botafogo e Fluminense duelam sábado às 18h10 por uma vaga na final da Taça GB. Ítalo lara, atento leitor, é quem destrincha os segredos do time alvinegro. Fala, Ítalo!

    “João, nosso treinador, Renato Gaúcho, já deve ter ciência disso, mas não custa lembrá-lo: é preciso cuidado com as jogadas ensaiadas do Botafogo, principalmente as pelas laterais do campo. Isso porque os nossos laterais, sobretudo Gabriel, não são bons marcadores”.

    ***
    Ainda o Clássico Vovô: alguém aí ainda agüenta essa história da diretoria do Botafogo dizer que o time é prejudicado pela arbitragem em jogos contra o Flu. A reclamação constante só descredencia os dirigentes daquele clube, que passam a ser vistos como oportunistas, já que a bravata, de certo modo, faz com que o juiz entre em campo pressionado.

    Em tempo: coincidência ou não, em 2007, o Botafogo venceu o Flu na inauguração do Engenhão com dois gols suspeitíssimos (o primeiro em pênalti marcado após falta ocorrida fora da área; e o segundo em posição duvidosa).

    ***
    A Dança do Créu, novo hit do Fluzão, promete voltar sábado às paradas de sucesso.

    A conferir.

  4. 11/02/2008

    Inapelável sina rubro-negra





    Não tem jeito: cair de 4 para o Fluminense em Campeonatos Estaduais é definitivamente o destino do Flamengo. Entra ano, sai ano, o time rubro-negro teima em ser goleado pelo algoz tricolor. Como atenuante, o fato deste Fla-Flu não ter causado a eliminação do time da Gávea, já que, neste século XXI, à exceção de 2006, todas as vezes em que o Flamengo não conquistou esta competição, foi eliminado com goleadas de 4 para o Fluminense.

    Em 2002, quando tentava igualar o Flu na conquista de um tetracampeonato, foi impiedosamente massacrado no octogonal final (4 a 1), dando adeus ao título inédito de maneira melancólica. No ano seguinte, na segunda partida da semifinal da competição, novo chocolate: 4 a 0, confronto em que o técnico Renato Gaúcho teve que pedir para o time parar de dar olé, para deleite da torcida. Ainda neste jogo, o então goleiro rubro-negro Júlio César, desesperado com o vexame, largou a sua meta e tentou iniciar sozinho uma jogada de ataque. Em 2005, Fluminense e Flamengo se enfrentaram na decisão do título da Taça Rio. Quem vencesse disputaria com o Volta Redonda, campeão da Taça Guanabara, a finalíssima do Campeonato Estadual. E o que se viu foi um passeio tricolor no Maracanã, que chegou facilmente aos 4 a 0, com direito a gol de cobertura de Preto Casagrande. Nos acréscimos, Zinho, que se despediria do clube em caso de derrota, marcou o de honra. Entramos em 2008 e logo no primeiro dos nove possíveis Fla-Flus da temporada, o Rubro-Negro repete a dose que já vem se tornando costumeira. O fato do jogo de domingo ter sido o de número 2 mil do Flamengo em Estaduais foi apenas a cereja do bolo tricolor, servido com chope aguado ao adversário.

    E não é só: num rápido balanço dos últimos 13 Fla-Flus, o que vemos é um massacre tricolor no Clássico das Multidões. São apenas duas derrotas contra sete vitórias do Fluminense no duelo. Houve ainda quatro empates. Avassalador!

    Diante de tantos números acachapantes, peço licença ao brilhante Arthur “Mulher” Berg, do Blog do Fla, para, em retribuição ao slogan que criou para mim – “blogueiro de primeira do time de terceira” –, divulgar também o que bolei para ele: blogueiro de primeira do time que adora cair de quatro.

    ***
    Gostei do Fernando Henrique no clássico, sobretudo no primeiro tempo, quando fez uma defesa dificílima em chute de Diego Tardelli. Mesmo não sendo o goleiro dos meus sonhos, defendo sua escalação em jogos contra o Flamengo. Brincadeiras de talismã à parte, o jogador, criado nas divisões de base do clube, sabe da importância histórica deste confronto, cercado de rivalidades.

    Pelo sim, pelo não, FH costuma se sair bem em jogos contra o Flamengo, para o qual nunca perdeu (inclusive nas categorias de base). Com a goleada do último domingo, o goleiro completou 13 jogos de invencibilidade contra o rival.

    ***
    Renato não quis esperar pela recuperação de Diego, para mim o melhor entre os goleiros disponíveis. Após a coluna que escrevi sobre o jogador na semana do Carnaval, recebi dúzias de e-mails de torcedores que se mostraram favoráveis e contrários à manutenção de Diego no time.

    Ricardo Filgueiras, por exemplo, escreveu que “Diego é um bom goleiro, mas ficar parado por 15 meses é muito tempo. Ainda que estivesse treinando, dificilmente recuperaria a forma física ideal em tão pouco tempo”. Já o carioca Denílson, há seis anos morando em Brasília, diz não gostar nada de Diego. “João, o cara é horroroso. Não tem estatura, tempo de bola e espalma todas as bolas”.

    Não sou louco de dizer a vocês que Diego vinha agarrando bem. Minha esperança era que o jogador recuperasse a forma que o consagrou no gol do Atlético-PR, clube pelo qual conquistou o vice-campeonato da Libertadores em 2005. Lembro de um Diego veloz, arrojado, com reflexos apurados, um verdadeiro líder do time. Infelizmente, o Diego desta começo de ano não era nem sombra daquele. Apesar disso, se eu fosse o treinador, insistiria um pouco mais com ele.

    Mas essa é apenas a minha opinião, assim como vocês têm as suas, devidamente ouvidas e respeitadas neste espaço.

    ***
    E não é que o Tuta, outro carrasco rubro-negro (sempre deixava o dele nos Fla-Flus que disputou em seus dois anos pelo Fluminense), trouxe mesmo sorte ao time? O atacante, atualmente seu clube, esteve nas Laranjeiras semana passada para rever amigos e declarar sua torcida pelo Tricolor.

    Volte sempre!

    ***
    De um carrasco para outro. Que luxo a exibição do Thiago Neves no último domingo! O meia, que atuou de improviso no ataque, marcou três golaços na meta do goleiro Diego, que só pôde lamentar (e olhar, como no lance do segundo gol de falta). Um show! O melhor da festa, porém, ainda estava por vir: em linda jogada individual, Neves fez seu terceiro gol na partida em grande estilo. Logo depois, Renato o tirou do time para que saísse aclamado pelos tricolores, que ainda viram Maurício marcar o quarto do chocolate do Flu.

    Diabólico, infernal!

    ***
    O Fluminense encerra a fase de classificação da Taça Guanabara com o melhor ataque (23) e saldo (15) da competição. Mais: com as derrotas do Botafogo para o Madureira e do Flamengo para o próprio Fluminense, o Tricolor é agora o único invicto do Estadual-2008.

    ***
    Dados curiosos: o Fluminense ganhou de 2 do Cardoso Moreira; de 3 do Duque de Caxias, de 4 do Flamengo, de 5 do Volta Redonda e de 6 do América. Prova de que o time tricolor de previsível não tem nada, já que marcou em todas as partidas – com placares dos mais variados e para todos os gostos.

    ***
    O chocolate imposto sobre o Flamengo fez com que o Fluminense igualasse um recorde obtido em 1971, quando chegou a 18 jogos de invencibilidade no Maracanã, série iniciada na campanha do título do Campeonato Carioca daquele ano (competição pré-fusão do Estado da Guanabara com o do Rio de Janeiro), passando pela conquista da primeira competição nacional do clube, a Taça de Prata, e só encerrada durante a primeira participação do Flu na Taça Libertadores da América.

    Já o Flamengo teve que amargar a quebra de uma invencibilidade de dez jogos no estádio, iniciada um jogo após a derrota por 2 a 0 justamente para o Fluminense (sempre ele!), no returno do Campeonato Brasileiro passado. Naquela ocasião, Thiago Neves também deixou o dele.

    ***
    Tem mais chocolate tricolor sobre o Flamengo no livro Epopéia Tricolor – A Conquista do Brasil e a Volta à América, de minha autoria, com prefácio de Francisco Horta. Se você mão mora no Rio de Janeiro e quer recebê-lo em sua casa, encomende-o pelo site www.fluboutique.com.br Seguem os pontos de venda.

    • Flu Boutique – Sede das Laranjeiras;
    • Só Tricolor, do Flamengo – Rua Senador Vergueiro, 44/Loja A;
    • Só Tricolor, de Niterói – Gavião Peixoto, 104 – Loja 111/Icaraí
    • Banca Tricolor – Rua da Carioca, na entrada da estação de metrô da Carioca;
    • Praça Saens Peña – Conde de Bonfim, 368 (em frente à C&A);
    • Grajaú – Praça Edmungo Rêgo (em frente ao Itaú);
    • Largo do Machado – Rua do Catete, 311 (Banca Machado de Assis, esquina com a rua de mesmo nome);
    • Copacabana – Banca da esquina das ruas Barata Ribeiro com Prado Júnior.

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    Palavras do Apolinho Washington Rodrigues, rubro-negro roxo, após o clássico. “A goleada por 4 a 1 foi justa e ficou barata para o Mengão”.

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    Flamengo e Fluminense, com times mistos, sem valer nada? Alguém realmente acredita nisso? Só mesmo sendo muito ingênuo para ignorar a mística do Fla-Flu, um clássico que já nasceu com luz própria. Do contrário, o que faziam então mais de 40 mil pessoas no Maracanã?

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    Este Flu é bom até debaixo d´água.

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  5. 07/02/2008

    A história diante de nossos olhos





    Fluminense e Flamengo se enfrentam dia 10 pela sétima rodada do primeiro turno do Campeonato Estadual. O curioso é que o clássico deste domingo pode ser o primeiro de uma série de até nove Fla-Flus em 2008. Numa combinação improvável, a dupla chegaria a este número de partidas se decidisse a Taça Guanabara (1 jogo), a Taça Rio (1 jogo), além da própria competição (2 jogos). Somado a estes possíveis quatro embates, está o deste fim de semana, válido pelo Grupo A. Se imaginarmos também que o Tricolor e o Rubro-Negro poderão se cruzar a partir das oitavas-de-final da Libertadores (dois jogos), e considerarmos as duas partidas que obrigatoriamente farão pelo Campeonato Brasileiro, então, pronto, chegaremos aos nove históricos Fla-Flus da temporada.

    Históricos, sim. Há muito Fluminense e Flamengo não chegavam tão badalados e cortejados a uma temporada como para esta. A classificação de ambos para a Taça Libertadores da América resgatou o brilho e o auto-estima do futebol carioca, que, é preciso reconhecer, andava mesmo devendo. Para se ter uma idéia, a última (e então única) vez que dois clubes do Estado do Rio de Janeiro haviam participado juntos da Libertadores foi em 1985, quando Fluminense e Vasco, na mesma chave, integraram a competição.

    Motivos para otimismo e alegria não faltam, portanto, aos tricolores, que vem ocupando a sede das Laranjeiras desde os primeiros dias do ano. Como aconteceu, por exemplo, dia 19 de janeiro, data da estréia do time no Estadual, quando paralelamente à venda de ingressos ocorria o lançamento de meu livro, Epopéia Tricolor – A Conquista do Brasil e a Volta à América, no saguão do Salão Nobre. O presidente Roberto Horcades, vendo o movimento de pessoas dentro e fora do clube, em depoimento a um documentário sobre a tarde de autógrafos, declarou que toda aquela multidão era significativa, já que retratava com exatidão o tamanho da euforia e esperança tricolor. “Vamos pra ganhar tudo esse ano”, extravasou.

    O Fla que se cuide!

    ***
    Como se não bastasse toda a expectativa que cerca o clássico, há ainda mais um ingrediente para este Fla-Flu: a última derrota da dupla no Maracanã aconteceu ainda no Campeonato Brasileiro do ano passado. O curioso é que o revés tanto de um quanto de outro foi justamente para o oponente deste domingo (o Tricolor foi derrotado por 1 a 0 no clássico do turno dia 16 de agosto, mas deu o troco no returno ao vencer o time rubro-negro por 2 a 0 em 7 de outubro). O Flu já acumula 17 jogos de invencibilidade no estádio, com dez vitórias.

    ***
    O adversário era o lanterna da competição, é verdade, mas contra o América o Flu fez sua melhor atuação do ano, sob pontos de vista técnico e tático, impondo sobre o time rubro a maior goleada do campeonato até o momento: 6 a 1, com ótima atuação de Leandro Amaral, que marcou dois gols, deu passes para outros dois e ainda cabeceou uma bola no travessão.

    Os gols da partida (quase todos) nasceram de jogadas trabalhadas pelos homens de frente do Flu, que teve o mérito de atuar com seriedade, impondo ritmo forte e competitivo ao adversário. Destaque para o terceiro, em que Leandro Amaral curtiu uma de ala, avançando pela esquerda até a linha de fundo antes de tocar para Dodô concluir com categoria, e para o último gol da partida, marcado pelo próprio Leandro Amaral, que avançou em velocidade pela intermediária adversária, antes de tocar, com estilo, por cima do goleiro Fábio Carvalho. Roger, Washington (2), Dodô e Leandro Amaral (2) marcaram os gols do Tricolor, que já possui o melhor ataque da competição, ao lado do Botafogo, com 19 gols.

    E o Flu, que havia tido atuação apagada contra o Boavista, brilhou novamente, a exemplo do que havia acontecido contra o Volta Redonda, mostrando que time em formação é mesmo suscetível a oscilações.

    ***
    Renato Gaúcho cometeu um equívoco na coletiva após a goleada sobre o América. Disse que a última vez que o Fluminense chegou a uma semifinal de Taça Guanabara aconteceu em 2003, quando ele próprio dirigia o time.

    Não foi, não, Renato! Na realidade, a última vez que isso aconteceu foi em 2004, quando o time era comandado por Valdir Espinosa. O Flu bateu o Americano na semifinal (3 a 1) e decidiu o título com o Flamengo, partida em que o nada bem-sucedido quadrado mágico, constituído por Ramon, Roger, Romário e Edmundo, atuou junto pela primeira vez. Em tempo: naquele Estadual, o time chegaria também à decisão da Taça Rio, só que sob a batuta de Ricardo Gomes (por problemas políticos, Espinosa entregou o cargo logo após a estréia do time no segundo turno, quando empatou em 0 a 0 com o Botafogo).

    Além do mais, as semifinais de 2003 sequer eram válidas pela Taça Guanabara. Por conta de um regulamento esdrúxulo, a Taça GB seria entregue ao clube que mais pontos fizesse na fase de pontos corridos, que previa a classificação e o cruzamento dos quatro primeiros colocados (1º x 4º e 2º x 3º). Por falta de um returno, estes cruzamentos, bisonhamente, foram chamados de Taça Rio, entregue ao Vasco, que venceu seus dois jogos contra o Americano. Para tanto, sequer foi levado em consideração o nível técnico do adversário do outro finalista, Fluminense, que avançou após levar a melhor contra o Flamengo (1 a 1 e 4 a 0).

    ***
    Parece até que foi combinado: bastou eu publicar uma coluna de exaltação ao goleiro Diego para Renato sacá-lo do time, colocando novamente Fernando Henrique. Por absoluta falta de espaço, voltarei ao assunto na coluna de segunda-feira.

    Em tempo: FH está longe de transmitir segurança à torcida, como mais uma vez ficou comprovado no jogo contra o América, mas sua escalação contra o Flamengo veio em ótima hora. É que o novo camisa 1 do Flu nunca perdeu um Fla-Flu em toda a sua carreira. Nem mesmo na base, categorias em que cansou de tripudiar sobre o maior rival.

    Dá-lhe talismã!

  6. 02/02/2008

    Um autêntico e vitorioso camisa 1





    Recebo de Crys Bruno e-mail sobre a polêmica camisa 1 tricolor. Aflita, a leitora pede à torcida um pouco de paciência com Diego, o qual considera um goleiraço. Numa opinião semelhante à minha, Crys alerta ainda quanto ao perigo de um novo retorno de Fernando Henrique, considerado muito irregular por ela.

    “Caro João, desde que Paulo Victor deixou o Flu, não tínhamos um goleiro que inspirasse confiança. Dos últimos que passaram pelas Laranjeiras, o campeão da Copa do Brasil (1999) e vice-campeão da Libertadores (2005) Diego, 28 anos, é, sem dúvida, o melhor deles – um baita goleiro, eu diria.

    “Entretanto, ainda sem ritmo de jogo, pesado e sem agilidade, Diego carece de tempo para readquirir sua forma. Tempo este que não sei se o Fluminense dará ao jogador. Se não o fizer, que ao menos não cometa a maior das falhas e dos frangos de voltar com Fernando Henrique, que, só em 2007, falhou em 16 gols, segundo minha contagem.

    “Que a torcida não se esqueça disso por conta de ver agarrando um Diego ainda fora de sua melhor forma. É o que peço desesperadamente. E torço! Afinal, com um esquema em que toda hora jogadores adversários ficam na cara do gol, imagino o FH saindo atabalhoado, precipitado, fazendo pênaltis... Sem falar em bolas cruzadas das pontas, em que ele costuma dar um passo à frente e voltar ou ficar pelo caminho, abrindo o ângulo pro arremate inimigo. Sou muito mais Diego”.

    Eu também, Crys! Diego será um autêntico personagem da inesquecível e gloriosa história de grandes goleiros do Fluminense.

    ***
    A foto desta coluna foi tirada pela própria Crys Bruno momentos antes do jogo contra o Macaé. Se você também tiver uma fotografia bacana sobre o Flu e quiser vê-la publicada neste espaço, envie-a para joaogarcez@yahoo.com.br

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    Pela quinta rodada da Taça Guanabara, o Fluminense empatou em 1 a 1 com o Boavista num jogo em que não apresentou qualquer organização tática. Diante do mau resultado, você, tricolor, tem duas opções: voltar a criticar o time ou seguir apostando no trabalho que vem sendo desenvolvido pela comissão técnica e jogadores.

    Se pensarmos que o Fluminense, por ser um clube grande, tem obrigação de sair derrotando todos os pequenos que encontrar pela frente, então não estaremos falando de futebol, o mais imprevisível entre todos os esportes. Mais: clubes como Santos, Palmeiras e Atlético-MG foram recentemente derrotados em seus próprios estádios por adversários de pouca expressão de seus respectivos estados. E será que por estes tropeços, Leão, Vanderlei Luxemburgo e Geninho não prestam e devem ser tirados do comando destas equipes?

    O Fluminense, como qualquer outro time em formação, vem oscilando bastante neste começo de campeonato. E como tal, é capaz de fazer tempos brilhantes, como o segundo dos jogos contra Duque de Caxias e Volta Redonda, contrapondo com outros pífios (e dentro de uma mesma partida) como a etapa inicial destes mesmos jogos.

    Se você que hoje malha o Flu assistir a duas atuações primorosas do time contra América e Flamengo, como irá explicar o fato aos seus colegas? Terá que se desdizer, não é mesmo? Por isso, meu amigo, recomendo cautela. Tenha calma! Eu também não gostei nada do que vi contra o Boavista, do tricolor Edinho. Assim como também não vem me agradando, por exemplo, atuações do campeão mundial, Milan, que ocupa colocação modesta no Campeonato Italiano.

    Time em formação é assim mesmo, companheiro! Tenha, portanto, um pouco de paciência com esse novo Flu. Quando ele, enfim, decolar, você se emocionará um bocado com ele. Parafraseando o brilhante Herbert Viana, “cuide bem do seu amor”.

    O Flu merece!

    ***
    Em seis jogos na temporada (incluindo o amistoso contra o Desportiva-ES), Washington já marcou cinco vezes. O atacante, autor do gol tricolor contra a equipe de Saquarema, foi a maior figura em campo sexta-feira.

    Dá gosto esse Coração de Leão!

    ***
    Acho pouquíssimo provável que Renato escale os três atacantes a partir do jogo contra o Flamengo, dia 10. Sendo assim, deverá sobrar pro Dodô.

    A conferir.

    ***
    Sabe aqueles joguinhos das 21h45 que a TV Globo exibe às quartas-feiras? Pois é, a emissora transmitirá Fluminense x América para o Estado do Rio de Janeiro nesta Quarta-Feira de Cinzas.

    Melhor para o folião tricolor, que terá como consolo um jogo do seu clube de coração na volta do feriadão de Carnaval quando bate aquela pontinha de melancolia pelo fim da festa.

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    O Fluzão 2008 não atravessa o samba. Caia na folia!

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  7. 30/01/2008

    Flu aperta os cintos



    Da mesma forma que não havia por que o tricolor se descabelar com o empate contra o Macaé, desta vez, após a goleada por 5 a 1 sobre o Volta Redonda, também não há motivos para euforia, embora, claro, qualquer vitória deva ser muito comemorada. O Fluminense jogou pela quarta vez em apenas 11 dias, tempo insuficiente para projetar o futuro do time no ano.

    Apesar disso, já dá pra começar a perceber um melhor entrosamento do habilidoso trio de atacantes, que na noite de terça-feira esteve muito bem, sobretudo Dodô, que marcou um golaço, fazendo sua melhor partida pelo clube. Washington também se mostrou bem participativo, ao balançar a rede duas vezes (que gol de falta!) e, com muita disposição, roubar a bola do adversário, antes de ligar a jogada para Leandro Amaral tocar na saída de Edinho.

    Os laterais seguem sem convencer: Gabriel, embora tenha jogado melhor contra o Volta Redonda, custa a pegar no tranco. Deficiente na marcação, Gabriel rende muito mais como ala do que lateral, que também tem obrigações defensivas. Talvez por isso, o jogador tenha rendido tanto no esquema 3-5-2 de Abel Braga, em 2005, quando fez sua melhor temporada pelo Flu. Já Júnior César só entrou mesmo porque não havia como manter Gustavo Nery, visivelmente apagado nos jogos contra Cardoso Moreira, Duque de Caxias e Macaé.

    O meio-de-campo deverá ser alterado para a partida desta sexta-feira com o Boavista. Conca, que deveria ter feito sua estréia nesta quarta rodada, agora sim será regularizado e jogará. Só não sei como Renato fará para colocá-lo. Sem dúvida, uma boa dor-de-cabeça para o técnico tricolor, que somente para esta posição dispõe de jogadores como Thiago Neves e Cícero, finalmente mostrando regularidade.

    Uma vitória contra o time de Saquarema praticamente selará a classificação tricolor às semifinais da Taça Guanabara, fase da competição em que já veremos o Flu encorpado e, sobretudo, com um padrão tático mais definido. O que será importantíssimo para sua estréia na Libertadores, dia 20, contra a LDU.

    ***
    Diego falhou feio no gol do Volta Redonda. O goleiro já havia errado de maneira idêntica em partida contra o Botafogo pela Copa Sul-Americana-2006. Como goleiro de peladas, sei que esta bola é traiçoeira, já que o camisa 1 sempre espera que ela deva ser interceptada por algum jogador (e Luis Alberto e Gabriel, de fato, ameaçaram desviá-la). Fato é, porém, que o goleiro não deve nunca “achar” que haverá o corte da bola, tendo de ir ao seu encontro no momento do chute ou cruzamento.

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    Comentário irreverente de Dodô no intervalo, após tentar marcar três vezes e mais uma vez passar em brancas nuvens. “Deve ser praga de alvinegro”.

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    Gravatinha está custando a entrar em cena em 2008. Por onde andaria o mascotinho da coluna?

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  8. 28/01/2008

    Açodamento tricolor





    Quando Thiago Neves colocou a bola no ângulo de Cássio, ex-Olaria e Vasco, abrindo o placar para o Fluminense contra o Macaé, confesso que imaginei que o time estaria trilhando o caminho de seu terceiro triunfo neste Campeonato Estadual, o que o deixaria com um aproveitamento de 100% na competição. Tanto que após o golaço do melhor jogador do Campeonato Brasileiro, segundo a conceituada revista Placar, cheguei a pensar em intitular a coluna como “O exterminador de debutantes”, numa alusão às vitórias tricolores sobre Cardoso Moreira, Duque de Caxias (confirmadas) e, possivelmente, Macaé, todos clubes estreantes não só na Primeira Divisão do Estadual como também no próprio Maracanã.

    A inesperada virada do time do norte fluminense e o gol de empate de Cícero, que deu números finais ao duelo, decretaram o primeiro tropeço do Fluminense na temporada. Apesar do mau resultado, penso que o time deve ser poupado de críticas precipitadas e injustas. Sou daqueles que preferem dar tempo ao tempo para tecer algum julgamento sobre este novo Flu que vem sendo formado. Em roda de amigos, cansei de dizer, durante a pré-temporada, que o Tricolor oscilaria muito nestes primeiros jogos de 2008. Nada menos que cinco dos 11 jogadores (Diego, Gustavo Nery, Leandro Amaral, Washington e Dodô) não atuavam pelo Flu quando o time encerrou sua participação no Brasileirão passado.

    E ainda tem Conca, já regularizado, que deverá estrear nesta terça contra o Volta Redonda. Para escalar o jogador ao lado de Thiago Neves, porém, Renato terá que sacrificar um dos atacantes do Trio de Ouro.

    Com a palavra, Mr. Portaluppi.

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    O empate do Fluminense com o Macaé e a goleada do Flamengo sobre o Duque de Caxias tiram um pouco os holofotes das Laranjeiras, deixando-os bem acesos lá pelas bandas da Gávea. O que pode ser bom pro Flu, já que, historicamente, esse papo de favoritismo nunca deu muito certo para o maior e mais nobre tricolor do país.

    ***
    Torcedores desavisados não devem ficar tão decepcionados com a perda de pontos para o time dirigido por Tita, que, podem escrever, vai dar trabalho aos demais competidores. Particularmente, conheço muito bem a estrutura do Macaé Esporte. Em 2004 e 2005, trabalhei naquela cidade como editor-chefe do jornal O Debate e pude acompanhar o esforço feito para conduzir o clube do norte fluminense à elite do futebol do Rio de Janeiro.

    ***
    Curiosidade: o presidente do Macaé, Mirinho, pelo modo passional como dirige a agremiação, é uma espécie de Carlos Augusto Montenegro do interior. Lembro-me de ter tido um entrevero com ele quando “manchetei” na primeira página a contratação do atacante Donizete Pantera, ex-Botafogo, Vasco e Seleção Brasileira, para a disputa da Segunda Divisão do Campeonato Estadual de 2005.

    Ao telefone, esbaforido, disse que eu deveria anunciar na edição do dia seguinte que o jogador não acertaria mais com o clube. Percebendo tratar-se de um blefe, banquei a chegada do atleta, o que acabaria se confirmando. Mas não foi bom negócio, não: Pantera formou uma mal-sucedida dupla de ataque com Sorato, outro velho conhecido dos grandes do Rio, e o Macaé não avançou na competição.

    Em tempo: apesar de ser um cartola apaixonado, Mirinho é muito respeitado por torcedores e políticos da Cidade do Petróleo pela entrega e dedicação com que dirige o Macaé, que em 2008 finalmente chegou ao lugar que muito batalhou para estar.

    E sou testemunha ocular disso.

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    Pontos de venda do livro Epopéia Tricolor – A Conquista do Brasil e a Volta à América, de minha autoria e prefaciado pelo presidente eterno do clube, Francisco Horta. Moradores de fora do Rio de Janeiro podem recebê-lo em casa, encomendando-o pelo site www.fluboutique.com.br

    • Flu Boutique – Sede das Laranjeiras;
    • Só Tricolor, do Flamengo – Rua Senador Vergueiro, 44/Loja A;
    • Só Tricolor, de Niterói – Gavião Peixoto, 104 – Loja 111/Icaraí
    • Banca Tricolor – Rua da Carioca, na entrada da estação de metrô da Carioca;
    • Praça Saens Peña – Conde de Bonfim, 368 (em frente à C&A);
    • Grajaú – Praça Edmungo Rêgo (em frente ao Itaú);
    • Largo do Machado – Rua do Catete, 311 (Banca Machado de Assis, esquina com a rua de mesmo nome);
    • Copacabana – Banca da esquina das ruas Barata Ribeiro com Prado Júnior.

    ***
    Declaração do atacante Leandro Amaral numa dessas resenhas das noites de domingo. “A torcida tricolor pode ficar sossegada porque o Fluminense é um time de chegada e, em 2008, com certeza, a encherá mais uma vez de alegrias. Tenho dois anos de contrato com o Flu e quero deixar meu nome na história do clube”.

    Amém, Leandro!

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  9. 24/01/2008

    Eterno dia feliz





    Costumo dizer que amor clubístico é essencial na vida de um homem. Quem vem a este mundo e não veste as cores de uma agremiação futebolística está se privando de um dos maiores prazeres da vida. Causador de mistas sensações, aliado à ciranda de sentimentos dentro de longos ou breves 90 minutos, um clube de coração faz bem ao corpo, à alma e à mente de seus apaixonados torcedores.

    Por tudo isso, sinto-me privilegiado por amar fervorosamente uma instituição das mais nobres e vencedoras de nosso país, o Fluminense Football Club, que nasceu, sim (e cada dia eu tenho mais certeza disso), com a vocação da eternidade.

    Tamanha devoção, há muito despertou em mim um desejo ligado ao Tricolor. “Um dia ainda escreverei um livro sobre meu amado clube”, dizia incansavelmente para mim mesmo desde o alvorecer do sonho.

    Pois sábado tive a certeza de que nada, nada mesmo, é impossível ou inalcançável. Quem diria que um dia, sobretudo ao lado do presidente eterno do Fluminense, Francisco Horta, eu faria uma tarde de autógrafos de um livro de minha autoria, prefaciado por ele? Pois tudo isso deixou de ser um sonho inverossímil para se tornar real. No último dia 19, data de meu aniversário, Dr. Horta e eu estivemos das 11h às 15h no saguão do Salão Nobre do clube recebendo e atendendo a centenas de pessoas que vieram carinhosamente nos parabenizar pelo lançamento da obra Epopéia Tricolor – A Conquista do Brasil e a Volta à América.

    Não bastante, o presidente Roberto Horcades e o coordenador de Futebol, Branco, também compareceram à tarde festiva, trazendo ainda mais glamour ao evento. Perguntei ao ex-jogador sobre Renato Gaúcho, que, segundo ele, começava a preleção para a estréia do time na temporada no momento em que os dirigentes deixaram a concentração rumo às Laranjeiras.

    O ex-atleta e hoje grande benemérito Pedro Richard, que, como seus dois irmãos, foi campeão de tudo no clube chegou a se emocionar com as doces lembranças narradas com entusiasmo pelo cativante Horta. Francisco Cyrne e Flávio Cavalcante Filho foram outros dos tricolores ilustres que prestigiaram a festa.

    Lá pelas tantas, maravilhado com o sucesso do evento, virei-me para Francisco Horta e fiz uma confidência: “Doutor, que alegria, acho que Gravatinha esteve por aqui hoje”. Fui prontamente corrigido por ele: “Esteve, não, está. Meu amigo, se isso aqui falasse...”, disse, referindo-se à linda e histórica sede das Laranjeiras.

    Num ambiente de total harmonia e felicidade, em que tive o prazer de receber inúmeros familiares, amigos e leitores, o brilhante músico e tecladista Alcides Lucas, entre outras belas canções, tocou por algumas vezes o “inigualável” hino tricolor, como bem definiu o “gerente” da Máquina Tricolor.

    Magia, encantamento, emoção... Sobram adjetivos para definir o que representou a mim o já imortalizado 19 de janeiro de 2008.

    Dizem que o homem nunca pára de sonhar, e que quando isso acontece é porque não mais se encontra por aqui. Pois hoje, aos 29 anos, sinto-me realizado pelo momento mágico e inesquecível vivido no mais marcante aniversário de minha vida. Novos sonhos virão, eu sei. Mas sinto-me plenamente feliz ao perceber que não há limites para o que se almeja. Se quer muito uma coisa, batalhe por ela. Dedique ao seu sonho horas de entrega, empenho e afinco. Se assim o fizer, você chega lá. De um jeito ou de outro, você chega lá. Pois como diz nosso próprio hino...

    ...quem espera sempre alcança.

    ***
    A bela vitória de virada sobre o Duque de Caxias (3 a 2) expôs um problema que deve ser prontamente corrigido por Renato Gaúcho: o quarteto ofensivo formado por Thiago Neves, Leandro Amaral, Washington e Dodô, brilhante tecnicamente, parece contrastar com Gabriel e Gustavo Nery. Os laterais vêm atuando alguns níveis abaixo dos demais jogadores. De Nery já era esperado, já que sequer vinha jogando pelo Corinthians no fim da temporada passada. Mas confesso que acreditava num melhor rendimento de Gabriel, que, apesar de habilidoso, parece muito dispersivo.

    Ainda que definido o time titular, pode não demorar muito para Renato efetivar Júnior César e Cícero. Chamado por mim de vaga-lume no ano passado, o meio-campo parece ter despertado de sono profundo, pois vem entrando bem nos jogos e atuando com muita raça.

    Washington e Leandro Amaral deslancharam e fizeram seu primeiro gol com a camisa tricolor. O camisa 9 mostrou oportunismo ao marcar, de cabeça, o gol da virada. Já seu companheiro levou os mais de 15 mil torcedores à loucura com a obra-prima no gol de empate: cara a cara com Fernando, que fechou o ângulo, tocou levemente por cima do goleiro, e ainda correu para completar a jogada, chutando a bola para o fundo da rede. Um golaço! Que seja o primeiro de muitos outros na promissora temporada 2008.

    Dodô, estreante da noite, também jogou bem, mas pode melhorar com a seqüência de jogos. Outro que não esteve mal foi Thiago Neves, sem, porém, repetir o brilho da partida de estréia.

    Deixei propositalmente por último o primeiro gol do Flu, do zagueiraço Thiago Silva (alô, Dunga!) que, lá de trás, comandou a reação tricolor, ao fuzilar, num gol de raiva e de longa distância, a meta do goleiro duquecaxiense.

    O triunfo do meio de semana foi o quarto consecutivo do Fluminense (quinto, se considerarmos o amistoso com o Desportiva-ES): além das duas vitórias no Estadual, o Tricolor bateu também Juventude e Santos na reta final do Campeonato Brasileiro.

    Apesar da invencibilidade, não é hora de euforia. As peças deste novo Flu ainda estão sendo testadas e avaliadas. Menos mal que contra adversários modestos do futebol do Rio de Janeiro.

    ***
    Uma pena Fluminense e São Paulo terem se enfrentado tão precocemente na Copa São Paulo de Juniores. Dois dos melhores times da competição, os tricolores carioca e paulista poderiam facilmente ter feito uma das semifinais da competição – ou, por que não, até mesmo a grande final.

    O Flu foi eliminado, é verdade (o São Paulo já foi também), mas sua campanha até as oitavas-de-final pode ser vista como muito boa. Em quatro jogos, marcou nove gols e não levou um sequer. Mas a regulamento diz que a partir da segunda fase, quando começa o mata-mata, uma das equipes tem de pular fora da Copinha. E aí deu São Paulo.

    Fica pra 2009.

    ***
    Em tempo: pelo Estadual de Juniores, o Flu foi derrotado nesta quarta pelo Caxias. Vale ressaltar, porém, que, devido à participação do time na Copinha, seis dos 11 jogadores não eram titulares.

    ***
    Parece brincadeira, mas mais uma vez nenhum leitor acertou o desafio proposto pelo Blog do Flu (houve quem errasse por míseros dois livros).

    Mas quer saber, melhor assim. Ainda nesta semana, fui notificado pela administração do Globoesporte.com que qualquer promoção do site tem de ser feita sob regulamento previamente aprovado pelo departamento jurídico da casa. Por isso, desculpo-me com vocês por todo o imbróglio causado.

    Agora, é claro que se houvesse um acertador, entraria em contato com o jurídico do Globoesporte.com para honrar meu compromisso de contemplar o ganhador.

    Da próxima vez, fiquem tranqüilos, tomarei todas as medidas necessárias.

    ***
    Além dos divulgados na última coluna (O Maraca ferve), há agora dois novos pontos de venda do livro Epopéia Tricolor – A Conquista do Brasil e a Volta à América. São eles:

    • Banca Tricolor – Rua da Carioca, na entrada da estação de metrô da Carioca;

    • Só Tricolor, de Niterói – Gavião Peixoto, 104 – Loja 111/Icaraí

    ***
    Defesa do Macaé invicta? Trio de ouro neles.

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  10. 21/01/2008

    O Maraca ferve





    Foi apenas o primeiro jogo oficial da temporada. E contra o modestíssimo Cardoso Moreira, clube debutante na primeira divisão do Campeonato Estadual. Mesmo assim, mais de 30 mil tricolores ignoraram o forte calor e foram ao Maracanã conhecer o novo Fluminense. O número expressivo de torcedores retrata a dimensão da expectativa e do otimismo da massa pó-de-arroz para as futuras jornadas do time em 2008.

    A visível falta de entrosamento era mais do que esperada na estréia. Pra quem não se lembra, na primeira rodada do Estadual passado, o Flu viveu situação parecida e cortou um dobrado para vencer o Friburguense por um magro 1 a 0, gol de Alex Dias.

    Num jogo muito parecido com aquele, o Flu encontrou no Cardoso Moreira um time de muita resistência física e aplicação tática em seu sistema defensivo. Prova é que o primeiro gol tricolor só foi sair aos 23 minutos do segundo tempo, quando Thiago Neves, aproveitando cruzamento de Júnior César pela esquerda, matou a bola no peito e fuzilou a meta de Macula.

    Sei que ainda é cedo pra falar, mas se Thiago Neves jogar durante a temporada a bola que jogou no último sábado, o time estará muitíssimo bem servido de apoiador. Até porque o instável Cícero resolveu presentear a galera com um gol que até Pelé assinaria embaixo. Uma pintura!!! A forte chuva que caía no momento da obra-prima parecia encomendada pelos deuses para trazer ao espetáculo um desfecho empolgante.

    Após o jogo, o discurso de uma boa largada, sem oba-oba, prevaleceu no vestiário tricolor. Júnior César destoou do grupo, dando a melhor declaração da noite. “Vou brigar pela posição, mas sempre respeitando a decisão do Renato. Deixo claro que estamos formando aqui um grupo de amigos que trabalham por um mesmo objetivo”, disse o lateral, que substituiu o estreante Gustavo Nery e foi decisivo na vitória tricolor.

    Foi, enfim, apenas o primeiro passo. Mas o Maraca parece coçar as mãos, como que adivinhando as batalhas memoráveis que estão por vir.

    ***
    Passada a maratona dos últimos dias, quando trabalhei incessantemente visando ao lançamento do livro Epopéia Tricolor – A Conquista do Brasil e A Volta à América, finalmente poderei voltar a respondê-los com maior freqüência. Para se ter uma idéia do ritmo frenético, escrevo esta coluna somente na madrugada de segunda-feira, após ter assistido na noite de domingo ao VT do jogo de sábado. Tudo devido ao maravilhoso e inesquecível lançamento no saguão do Salão Nobre das Laranjeiras, ocasião em que tive o prazer de conhecer pessoalmente dezenas de meus leitores.

    Sobre a tarde de autógrafos, com a presença ilustre do presidente eterno Francisco Horta, além da de Branco e do presidente Roberto Horcades, não deixe de ler a coluna especialíssima que postarei aqui nesta quinta-feira, contando os bastidores desta festa memorável.

    ***
    Para quem não pôde ir ao lançamento, seguem abaixo os pontos de venda do livro Epopéia Tricolor – A Conquista do Brasil e a Volta à América. Aos amigos que residem fora do Rio e que desejam ter um exemplar da obra, adquira-o através do site www.fluboutique.com.br

    • Flu Boutique – Sede das Laranjeiras;
    • Só Tricolor – Rua Senador Vergueiro, 44/Loja A – Flamengo;
    • Praça Saens Peña – Conde de Bonfim, 368 (em frente à C&A);
    • Grajaú – Praça Edmungo Rêgo (em frente ao Itaú);
    • Largo do Machado – Rua do Catete, 311 (Banca Machado de Assis, esquina com a rua de mesmo nome);
    • Copacabana – Banca da esquina das ruas Barata Ribeiro com Prado Júnior.

    ***
    Incrível! Nenhum leitor acertou com quantos minutos sairia o primeiro gol do Fluminense na temporada (23 do segundo tempo). Em compensação o que teve de gente colocando o mesmo tempo, só que para a etapa inicial, não está no gibi.

    Como não houve ganhador, darei nova oportunidade aos amigos. Ganhará um exemplar
    do Epopéia Tricolor – A Conquista do Brasil e a Volta à América quem acertar quantos exemplares foram vendidos no tarde de autógrafos do livro. Uma dica: lembrem-se que o evento aconteceu das 11h às 15h (durante 240 minutos, portanto). Levem em consideração ainda o tempo que eu e Horta levamos para autografar cada exemplar. É com vocês.

    ***
    Diego, Diego!!!

João Marcelo Garcez, publicitário e jornalista, 28 anos, carioca, trabalha desde 2006 na agência DM9, tendo já atuado em empresas como o Jornal dos Sports (2002) e TV Globo (2003), onde foi roteirista. Trabalhou ainda na agência publicitária Unlike Sistemas de Marketing (2000/2001) e no jornal O Debate, de Macaé, onde foi editor-chefe (2004/2005).

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