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Vanderlei Luxemburgo

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  1. 17/01/2008


    Encontro marcado



    Então estamos combinados. Sábado espero você, das 11h às 15h, no saguão do Salão Nobre das Laranjeiras para o lançamento de meu primeiro livro, Epopéia Tricolor – A Conquista do Brasil e a Volta à América. Já estão confirmados nomes como Francisco Horta, que escreveu o prefácio; o presidente Roberto Horcades; e o coordenador de futebol, Branco. O evento é aberto a sócios e não-sócios.

    Das Laranjeiras para o Maracanã, onde, no mesmo dia, o torcedor tricolor acompanhará a estréia do time na temporada 2008, às 16h. O jogo vem sendo ansiosamente aguardado pela torcida – não em função do modesto adversário, Cardoso Moreira, debutante no Campeonato Estadual, mas sim pelas novas estrelas que estarão vestindo a camisa do Fluminense pela primeira vez. Por toda essa expectativa, acredito na presença de um ótimo público.

    ***
    Quase não acreditei quando tomei conhecimento que Renato Gaúcho escalará Diego como titular do gol tricolor. O preparador de goleiros do clube, Victor Hugo, disse que o novo camisa 1 está em exuberante forma física e tem tudo para se manter no time durante toda a temporada.

    Não vou dizer que Renato tenha cedido às pressões, mas o técnico teve no mínimo coerência em afirmar que precisava ver Diego atuando sob seu comando para formular uma opinião.

    Particularmente, acredito muito neste goleiro. Em três ou quatro semanas, readquirindo ritmo de jogo, deverá estar tinindo.

    Aleluia!

    ***
    Lamentável a perda das jovens promessas Fábio e Rafael, mas não era novidade. As crias de Xerém, conforme eu disse terça-feira no programa Redação SporTV, vão para o futebol europeu antes mesmo de chegar aos profissionais (o apresentador Marcelo Barreto lembrou que os gêmeos sequer estão disputando a Copa São Paulo). O atacante Maurício Perucchi, de apenas 18 anos, é outro que pode estar de saída.

    A continuar assim, o futebol brasileiro estará mesmo fadado a ficar só com as sobras e migalhas.

    ***
    E por falar na Copinha, o Fluminense aplicou um chocolate pra cima do Nacional-AM (5 a 0) e encara agora o São Paulo, inegavelmente seu maior desafio até agora na competição. Se vencer, avançará às quartas-de-final e ganhará moral para a conquista de mais um título (sexto). O curioso é que o time chegou até aqui sem sofrer um único gol.

    Novos Thiaguinhos Silvas à vista?

    ***
    Um verdadeiro absurdo o aumento do valor dos ingressos no Maracanã. Os dirigentes do futebol carioca devem estar pensando que aquela onda da encher estádio todo jogo, como aconteceu com a torcida do Flamengo no returno do Campeonato Brasileiro, vai virar moda. Ledo engano. Se tiver que desembolsar R$ 30 ou R$ 40 (de acordo com o setor) por uma arquibancada contra adversários modestíssimos, o que veremos serão estádios vazios e silenciosos, exceto em clássicos e jogos decisivos.

    ***
    Sábado saberemos quem venceu o desafio “com quantos minutos sai o primeiro gol do Flu na temporada”.

    ***
    Acabou a pré-temporada, Flu! Agora é pra valer!!!

  2. 14/01/2008


    Déjà vu





    Com três vitórias e sem sofrer um único gol, o Fluminense se classificou para a segunda fase da Copa São Paulo de Juniores. De quebra, continuará, como queria, na cidade de São Carlos, onde enfrentará quarta-feira o Nacional-AM.

    O gol da vitória, assinalado por Mayaro, muito lembrou o marcado por Maldonado contra o América de Três Rios na estréia do Estadual-92. O uruguaio naturalizado venezuelano chutou da mesma distância (e do mesmo lado) que Mayaro. A exemplo do gol contra o São Carlos, a bola também bateu no montinho e enganou o goleiro rubro.

    Foi o primeiro da goleada tricolor por 4 a 0, jogo que marcou a volta de Sérgio Cosme ao comando do time, após o bom trabalho feito em 88, quando chegou à semifinal do Campeonato Brasileiro. Cosme faria nova boa temporada com o Flu em 92, ao conduzir o time à decisão da Copa do Brasil, disputada paralelamente ao Estadual.

    E segue a Copinha...

    ***
    Estarei nesta terça-feira, 15 de janeiro, no programa Redação SporTV, às 9h30 (com reprise às 12h30 no SporTV 2). Na ocasião, darei detalhes do livro Epopéia Tricolor – A Conquista do Brasil e a Volta à América, que será lançado neste sábado, das 11h às 15h, no saguão do Salão Nobre do Fluminense Football Club.

    Quinta-feira, é a vez do Rock Bola, da Rádio Oi FM (102,9 AM). Participarei do programa, apresentado por Alexandre Araújo, preparado para as prováveis provocações de Lopes, Waguinho, Tavares e Smigal. Ao menos, terei o tricolor Toni Platão ao meu lado para enfrentar estas feras.

    ***
    O amistoso contra o Desportiva-ES, gols de Washington (o primeiro dele com a camisa tricolor) e Thiago Neves, não foi lá muito proveitoso, mas, ainda contra um adversário modesto, deu pra ver que o calcanhar de aquiles do time está no gol. Um pênalti desnecessário de Fernando Henrique no jogador capixaba resultou em gol e em vitória magra do Fluminense: 2 a 1.

    ***
    Na mesma partida, o zagueiro Thiago Silva completou 100 jogos com o manto tricolor.

    Palmas a este cracaço de bola.

  3. 10/01/2008


    Sonhos nostálgicos e inesquecíveis





    Um jantar promovido pela Unimed esta semana, em Vitória (ES), animou a noite da delegação do Fluminense e de torcedores capixabas, que tiveram que desembolsar a bagatela de R$ 200,00 para ficar frente a frente com seus ídolos. Foi o caso do leitor tricolor Vítor Santos Martins, gerente de Tecnologia da Informação do DER-ES (Departamento de Estradas de Rodagem), que deitou e rolou na noite festiva, ao pedir autógrafos e fotografar dezenas de craques do presente e do passado. Casos do Casal 20, Assis e Washington; Branco, atual coordenador de futebol do clube; e do técnico Renato Gaúcho. Nostalgia pura!

    Nesta coluna, portanto, como homenagem a todos os leitores que dia a dia me acompanham neste espaço, publico fotos de Vítor, cedidas gentilmente ao Blog do Flu após o evento, cuja arrecadação foi doada à Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil. Tricolor de carteirinha, é o próprio leitor (foto central) quem, eufórico, nos conta sua impressão sobre o evento.

    “João, foi bom demais o jantar aqui em Vitória. Tirei fotografias e peguei autógrafos do Casal 20, Branco, Renato, Thiago Silva, Thiago Neves, Roger, Gabriel, Washington Coração de Leão, Dodô, Conca e Cícero. Até o rubro-negro Buru, jogador de beach soccer, esteve lá tietando nossas feras”, brincou.

    A alegria de Vítor Martins se justifica pela receptividade e simpatia com que a delegação recebeu os cerca de 500 torcedores presentes. Muitos sorrisos e abraços fizeram da confraternização um momento raro de magia e encantamento.

    “Fico muito feliz sempre que vejo a família tricolor reunida. Nada vale mais que as cores do Fluminense”, disse Washington, que brilhou intensamente com a camisa 9 do clube que passou a amar.

    Encantados, Vitor e centenas de outros torcedores voltaram para suas casas após a festa. Mas não parecia. Estavam nas nuvens, anestesiados por um sentimento alucinógeno. E não era pra menos. Tinham, afinal, acabado de viver uma noite ímpar, única.

    Uma noite de sonhos.

    ***
    Ainda os bastidores da confraternização: após receber uma placa ao lado de Assis pelos excelentes serviços prestados ao Flu, o ex-atacante Washington passou a autografar dezenas de artigos do clube. Cercado por fãs de várias gerações, muito à vontade, distribuía sorrisos e abraços. Eis que, em dado momento, um torcedor-mirim, à caça de autógrafos de ídolos do presente, ao ver Washington rodeado, perguntou: “E você, quem é?”

    A gargalhada foi geral.

    ***
    O Fluminense segue firme na sua caminhada rumo ao hexacampeonato da Copa São Paulo de Juniores. Com um gol de João Paulo a três minutos do fim, o time bateu o Gurupi-TO e ficou a um empate da segunda fase (com sete pontos, o Flu ficará em segundo e fatalmente se classificará pelo índice técnico).

    O Tricolor encerra sua participação na fase de grupos domingo, às 14h, contra o São Carlos.

    ***
    Se você curte o Rock Bola, da Rádio Oi FM (102,9 AM), não deixe de ouvi-lo no próximo dia 17. Estarei presente na bancada deste divertido e irreverente programa, apresentado por Alexandre Araújo.

    ***
    Gostei de ver a participação da galera no desafio proposto. Pude sentir a confiança da torcida numa estréia positiva contra o Cardoso Moreira dia 19. Se o pior acontecer e o gol não sair, a brincadeira continuará valendo para o jogo do dia 23 contra o Duque de Caxias, também no Maracanã.

    Atenção: inicialmente programada para às 18h10, a partida de estréia do Flu foi antecipada para as 16h. Neste mesmo dia, estarei no saguão das Laranjeiras, das 11h às 15h, para o lançamento do livro Epopéia Tricolor – A Conquista do Brasil e a Volta à América.

    Um dia todo tricolor. Com certeza.


  4. 07/01/2008

    O dono da bola





    Com um grande elenco nas mãos, Renato Gaúcho tem um novo desafio pela frente: fazer dele um time competitivo, capaz de disputar títulos. Noutras ocasiões, com grupos bem mais modestos, o técnico do Fluminense conquistou uma Copa do Brasil (2007) e um vice-campeonato estadual (2003), além de, por duas vezes, ter terminado o Campeonato Brasileiro em quarto lugar (2002 e 2007). Números que refletem os bons trabalhos de Renato à frente do Fluminense desde a sua primeira passagem pelo clube como treinador em 2002, desconsiderando os sete jogos que dirigiu interinamente no Brasileirão de 1996, quando, recém-operado, ainda era jogador.

    Há quem diga que este é o momento de Renato provar sua competência, do que discordo com veemência. Ora, é evidente que com jogadores qualificados em mãos, a responsabilidade do técnico é maior. Mas o valor de Renato não estará à prova unicamente neste semestre. Na sua curta carreira de técnico, Renato já provou – e vem provando – que tem liderança e conhecimento tático suficiente para formar times vencedores (vide seus trabalhos à frente do Madureira na Taça Guanabara-2001; e do Vasco, em 2005 e 2006, além de no próprio Fluminense, já mencionado).

    Se for campeão, dirão que, dada a qualidade do elenco, Renato não fez mais que a obrigação. Por outro lado, se o time não rodar, será a vez de oportunistas deitarem e rolarem pra cima do técnico que recolocou o clube na Libertadores após longos 23 anos. Uma sinuca de bico.

    Felizmente, Renato, que está com o time em Vitória (ES), parece não estar preocupado com críticas. Tanto que sequer pensa na possibilidade de fracassar. Seus planos, pelo contrário, são ambiciosos. “Pela primeira vez, pude participar de todas as contratações e escolhas para o time. Acho que formamos um grupo para chegar e conquistar títulos em todas as competições. Estou aprendendo, subindo na avaliação como treinador, e quero chegar ao topo".

    A bola está com Renato. Como craque que é, torço para que faça dela uma grande companheira. Tal qual um casal, já até marcaram viagem para o longínquo fim do ano. Estarão no Japão, brindando a glória maior da história do clube. Palavras do próprio Renato, ao estourar o champanhe na noite de Ano-Novo.

    “Ao Fluminense, campeão do mundo em Yokohama”.

    ***
    Qual clube brasileiro não gostaria de contar em seu elenco com jogadores como Diego, Gabriel, Thiago Silva, Luis Alberto, Roger, Gustavo Nery, Arouca, Conca, Thiago Neves, Leandro Amaral, Washington e Dodô? E ainda tem gente que reclama...

    Saudades dos tempos de vacas magras (leia-se Série C), quando tínhamos Bentinho, Joel Cavalo e companhia?

    ***
    Já começou a 39ª Copa São Paulo de Juniores, competição que tem o Fluminense como maior vencedor, com cinco títulos, desde que ela começou a ser disputada com clubes também de fora do Estado de São Paulo, em 1971. Em 87, ela não foi realizada.

    E o time começou bem a busca pelo hexa, ao vencer o Mogi Mirim por 2 a 0 no último sábado, gols de João Paulo e Léo Itaperuna, que já atuou entre os profissionais, como na vitória por 2 a 0 sobre o Figueirense no returno do Campeonato Brasileiro do ano passado, quando chegou, inclusive, a marcar uma vez.

    O Fluminense está no Grupo O, que tem ainda São Carlos (sede da chave) e Gurupi (TO), próximo adversário do Flu. Apenas o primeiro colocado passa à segunda fase.

    ***
    Quer ver o Flu e sua torcida na televisão a qualquer hora? Então tome nota do link do TTTV (Torcida Tricolor na TV): http://www.torcidatricolor.com.br/tttv/index.php

    Diversão garantida!

    ***
    Amigo leitor, espero você sábado, dia 19 de janeiro, no saguão do Salão Nobre das Laranjeiras, das 11h às 15h. Na tarde festiva, estarei autografando meu primeiro livro, Epopéia Tricolor – A Conquista do Brasil e a Volta à América. A obra tem apresentação do presidente eterno do clube, Francisco Horta, que também comparecerá ao lançamento.

    Uma boa dica é levar a família para ir entrando no clima da estréia do time na temporada, no mesmo dia. Enquanto a bola não rola no Maracanã, leve o filhote para almoçar no clube e conhecer a volumosa sala de troféus. Em tempo: meu estande ficará ao lado do restaurante, área reservada a sócios e não-sócios. Portanto, se você não é associado, fique despreocupado: compareça que será também muito bem recebido.

    ***
    Na pré-coluna que escrevi no último dia 2, prometi uma surpresa nesta de estréia. Pois vamos lá: ganhará um exemplar do meu livro o leitor que adivinhar com quantos minutos sairá o primeiro gol tricolor da temporada.

    Exemplo: se você acha que será marcado nos acréscimos da primeira etapa, escreva “aos 46 (ou 47, 48...) minutos do primeiro tempo”. Se acha que será aos 5 do segundo tempo, digite “aos 5 minutos do segundo tempo”. Atenção: nada de 50 minutos, 93 minutos... Discrimine o tempo de jogo, ok?

    Em caso de igualdade entre dois leitores, ganhará o que escreveu primeiro. Também é proibido o mesmo leitor participar mais de uma vez. Nomes fictícios também estão descartados: será solicitada a carteira de identidade do ganhador no momento da entrega.

    Está lançado o desafio!

  5. 04/01/2008



    Epopéia Tricolor – A Conquista do Brasil e a Volta à América reúne crônicas divertidas – algumas comoventes – da triunfal campanha do Fluminense na Copa do Brasil e da bem-sucedida trajetória do time no Campeonato Brasileiro de 2007, em que terminou no seleto grupo dos clubes classificados à Libertadores. Com apresentação do presidente eterno, Francisco Horta, o livro traz ainda histórias deliciosas de Gravatinha, espécie de talismã tricolor, resgatado pelo autor para homenagear Nélson Rodrigues, o maior de todos os cronistas. Uma obra recomendada a torcedores de todas as idades.

  6. 02/01/2008

    Vai começar a festa





    O Fluminense começa 2008 exatamente como se despediu de 2007: com a confiança nas alturas. O esforço da direção do clube, que vem investindo pesado em jogadores de nível elevado, faz deste plantel o melhor dos últimos anos.

    Se antes já tínhamos a segunda melhor zaga do Brasil, agora teremos também a melhor dupla de atacantes. Resta saber quem sobrará do trio de ouro Leandro Amaral-Washington-Dodô. O meio-de-campo também vem ganhando peças importantes, como Fabinho e Conca, que se juntarão aos habilidosos Arouca e Thiago Neves na formação do cérebro tricolor. Nas laterais, vamos de Gustavo Nery e Gabriel. O primeiro, acusado de fazer corpo mole no Corinthians, deverá, agora nas mãos de Renato Gaúcho e Fábio Mahseredjian, voltar a mostrar seu bom futebol de 2005. Já Gabriel declarou que seriedade e disposição não faltarão: vestir a camisa da Seleção Brasileira está em seus planos.

    Apesar da evidente qualidade do elenco, há ainda carências no gol e no meio-de-campo, setor em que estamos na conta-do-chá, ou seja, na ausência de qualquer um dos quatro jogadores que o compõem, o time perderá muito em qualidade. Por isso, mais um ou dois jogadores serão muito importantes na formação deste grande time.

    ***
    Recebo de Alexandre Berwanger bonito texto escrito por Ubiratan Leal. Nele, o autor conta a história de um clube português que adotou as cores do Fluminense depois que um casal de brasileiros (e tricolores), com um gesto nobre, sensibilizou pessoas ligadas à agremiação lusitana. Vale a lida, pra começar bem o ano.

    “O Campeonato Português, como sempre, é uma corrida de Porto, Sporting e Benfica, enquanto que outras 15 equipes fazem figuração e despertam pouca atenção do torcedor brasileiro. No entanto, o carioca pode ter uma surpresa ao ver os jogos da Estrela da Amadora. O uniforme é muito parecido com o do Fluminense.

    “Ver times com camisas parecidas é comum e quase sempre é coincidência ou uma homenagem bastante evidente. Por exemplo, Atlético-MG e Botafogo têm camisas parecidas com a Juventus, o Cruzeiro tem uniforme igual ao Everton, o Santos é quase igual ao Real Madrid, o Corinthians tem jeitão da Alemanha, o Atlético-PR lembra o Milan, o Internacional é parecido com o Manchester United.

    “Tudo bem, mas camisa com o desenho do Fluminense – listras finas de branco separando listras mais grossas verde e vermelho (ou grená) – não é tão comum. No caso da Estrela da Amadora, não é coincidência. Há, de fato, uma relação entre os dois uniformes.

    “O time da Amadora (cidade na região metropolitana de Lisboa) foi fundado em 1932 e usava camisa verde com uma listra horizontal azul (combinação bem esquisita). Em 1952, um casal brasileiro estava de visita à capital portuguesa e foi bem recebido por pessoas ligadas ao Estrela. Como agradecimento pela hospitalidade, ambos enviaram ao clube um jogo de camisas do Fluminense assim que voltaram ao Brasil.

    “O gesto do casal brasileiro comoveu os dirigentes estrelistas, que resolveram adotar o uniforme do Tricolor para o clube da Amadora”.

    ***
    Leitor, não perca a coluna de estréia do Blog do Flu nesta segunda-feira, dia 7 de janeiro. Nele, apresentarei uma surpresa bacana a vocês.

    Esta postagem foi apenas um aperitivo (ou pré-estréia, como queiram), para que retomemos nosso convívio diário, que tanto prazer nos dá em nosso dia-a-dia.

    Estamos de volta!

  7. 29/12/2007


    Estoure o champanhe





    O Fluzão fez bonito em 2007, é verdade. Mas tem tudo para caprichar ainda mais em 2008. A começar pelo Campeonato Estadual já em janeiro. E é neste clima de festa e confraternização que os blogueiros de Fluminense, Botafogo, Vasco e Flamengo se despedem de vocês, desejando um ano novo de paz nos estádios e muitas bolas na rede. Especialmente nas dos adversários do Tricolor, claro!

    O Blog do Flu dá um tempo e volta dia 2. As mensagens postadas até lá não serão publicadas, já que o moderador também vai entrar em recesso e estourar o champanhe. Até 2008, tricolores!

  8. 24/12/2007

    Conto de Natal





    Aproveitando a proximidade das festas de fim de ano, resolvo caminhar no aprazível Parque dos Patins, Zona Sul do Rio de Janeiro. Uma atmosfera agradável e harmônica podia ser facilmente sentida pelas sorridentes pessoas que passeavam no local. O clima natalino, mais uma vez, havia atingido em cheio o coração dos cariocas, sempre orgulhosos de sua cidade, apesar de seus graves problemas que neste espaço não nos cabe enumerar.

    Uma brisa fresca bate em meu rosto enquanto ouço músicas populares brasileiras, tocadas, ao vivo, em alguns dos quiosques que compõem o aconchegante lugar. Crianças vêm e vão sobre bicicletas, triciclos... Casais passeiam de mãos dadas, felizes e emocionados com a energia contagiante do parque.

    Em meio a tudo isso, encontro uma criaturinha choramingando. Era Gravatinha. Sentado no deque, parecia contemplar a deslumbrante árvore de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas. Devagar, aproximo-me e peço licença. Não queria incomodá-lo.

    - Posso me sentar, amigo?
    - Claro, João! – respondeu-me, enxugando as lágrimas.
    - Gostaria de saber o motivo de tanta tristeza.
    - Tristeza? Estou chorando é de alegria.
    - Ah! Que bom, então! – disse, aliviado
    - Olhe que cenário lindo, João! – disse, apontando para a árvore e para todas as belezas naturais que a cercam
    - É mesmo uma pintura, Gravatinha! Chego a ficar tonto com tanta maravilha reunida.

    Uma estrela cadente cruza como um raio o paradisíaco céu de brigadeiro.

    - Mas deve haver mais algum motivo para tanta felicidade, não? – eu quis saber.
    - Sim, sim! Claro... É o Fluminense.
    - O que tem o Fluminense?
    - João, o Flu é lindo. É a razão de minha existência. Ser tricolor é atingir o mais elevado estágio da alma.
    - Que declaração bonita, Gravatinha!
    - E 2008 vem aí...
    - E o que você espera dele?
    - Mais um ano mágico. A exemplo deste, em que conquistamos um título inédito, quero ver o Fluminense brilhar novamente. Só que internacionalmente.
    - Você acha mesmo que dá, amigo?
    - Você vai ver, João! O Fluzão vai chegar junto, vai fazer bonito... A festa que fizemos no Santos Dumont e no Aterro do Flamengo terá sido apenas uma prévia do que acontecerá em julho. O Brasil vai se encantar com este novo Flu.
    - Washington e Dodô já chegaram...
    - E vem mais gente boa por aí. Pode esperar. Prepare seu coração, João!
    - Se você está dizendo...

    Estranhamente, neste momento, Gravatinha levanta-se e, sem dar mais nenhuma palavra, mergulha na Lagoa. Não volta à tona. Assustados com meu desespero, muitos correram em direção ao deque para saber o que havia acontecido. Quando salva-vidas já se preparavam para um possível resgate, todo o Parque dos Patins se viu enfeitiçado. Olhos vidrados, bocas abertas, batimentos cardíacos acelerados... Um fenômeno ocorria diante de uma incrédula multidão.

    A árvore acabara de ser envolta por uma fumaça branca, fazendo um jogo de luzes estonteante. Com seus filhos no colo, pais chegaram a ensaiar uma corrida, pensando tratar-se de algum fenômeno paranormal. Logo, porém, foram demovidos da idéia. Ao voltarem os olhares para a árvore, viram feixes começarem a se lançar ao céu.

    - Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh – exclamaram, em uníssono

    Ao lado do Bom Velhinho, Gravatinha saíra de dentro d´água, atravessando um dos tubos em direção ao infinito. Passaria a noite de Natal distribuindo presentes em todo o mundo. E quando se imaginava que nada mais aconteceria, o mascotinho pulou do trenó, caindo na cauda de um cometa a dois mil por hora. Desistira da sagrada missão para atender a um pedido de seu coração.

    Em poucas horas, estava muito longe do Brasil, onde Nelson Rodrigues, com a camisa 10 de Rivellino, o esperava para a santa ceia.

    Comovidos, abraçaram-se e, à meia-noite, brindaram o nascimento de Jesus.

    - Feliz Natal, pai!
    - Que deus te ilumine, Gravatinha!

    Já era tarde quando foram dormir. No dia seguinte, ao pé da árvore particular que Nelson havia montado, encontraram uma carta. Gravatinha não se continha de tanta ansiedade.

    Ao tirá-la de um dos sapatinhos que deixara como adereço, Nelson percebeu que a cartolina estava colada com o distintivo do seu Tricolor. Com cuidado, soltou-o antes de ler o conteúdo da missiva.

    “Fluminense, bem-vindo a Yokohama-2008!”

    Felizes, se preparavam para estourar um champanhe quando ouviram uma risada grave. Parecia longe, muito longe... Correram à janela e, apesar de nada terem visto, escutaram ainda pela última vez:

    - Ho, ho, ho!

    ***
    Tricolor ilustre, o carnavalesco Franco Lattari fez a sua passagem na última semana. Sambista e muito amigo de Arlindo Cruz, Franco, ao lado de Jorge Aragão, é autor do tema da Globeleza e dos dois sambas-enredos mais famosos da União da Ilha – Festa profana e De bar em bar, Didi, um poeta.

    O Fluminense perde um grande e apaixonado torcedor: Franco Lattari escrevia uma letra inédita do seu clube de coração. Não chegou a terminar. Mas terá tempo de apresentá-la a Nelson e Gravatinha, que o receberam com imenso carinho e com quem passará a noite de Natal.

    O Carnaval e o Fluminense te agradecem por tamanha devoção, Franco!

    ***
    Chave do Flu na Libertadores? Apresentação de Washington e Dodô? Calma, tricolor! Janeiro está aí! E, pelo visto, assuntos palpitantes não faltarão.

    ***
    Feliz Natal, amigo leitor! Que você e todos os seus entes queridos tenham uma noite iluminada, com muito amor, paz e harmonia.

    E se você anda lá chateado com alguma coisa, este é o momento de esquecer: confraternize a data com seus familiares de coração e espírito abertos, tendo a certeza da fundamental importância que eles têm em sua vida.

    É tempo de refletir.

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  9. 17/12/2007

    O sorriso tricolor de Washington





    Artilheiro do Mundial de Clubes da FIFA com três gols, o atacante Washington se apresenta esta semana ao Fluminense, sua nova casa, onde todos o esperam de braços abertos. Vivendo fase iluminada, o agora ex-jogador do Urawa Red Diamonds (JPN) deverá mesmo confirmar sua condição de goleador e ser motivo de muitas alegrias nas Laranjeiras, especialmente no primeiro semestre, quando o time partirá com tudo em busca do inédito título da Taça Libertadores da América.

    Se além dele, chegarem também Dodô, Falcão Garcia e Leandro Amaral, contratação garantida por Renato Gaúcho, o Tricolor terá um poderio ofensivo dos mais respeitáveis do futebol brasileiro – quiçá o melhor.

    Mas o pacotão tricolor não pára por aí: reforços para o gol (aleluia!) e meio-campo também deverão ser anunciados nos próximos dias. Sobre os nomes que vem sendo especulados, porém, prefiro não tecer qualquer comentário. Ao menos, enquanto eles não acertarem com o clube.

    Enquanto isso, saudemos este nosso mais novo jogadoraço: bem-vindo, Coração de Leão!

    ***
    Também nesta semana, conheceremos finalmente os clubes que comporão o grupo do cabeça-de-chave Fluminense na Libertadores. Dos clubes brasileiros, apenas o Cruzeiro poderá cruzar o caminho tricolor na primeira fase. Ainda assim, se passar da etapa preliminar da competição.

    O sorteio acontecerá dia 19, na sede da Conmebol.

    ***
    Apesar da excelente sugestão do leitor David Barbosa, o Fluminense descartou o aproveitamento da camisa retrô na próxima temporada. Em reunião com o gerente de Marketing do clube, Nelson Teles, fui informado de que os profissionais de Criação da Adidas são soberanos no assunto, e não aceitam interferências externas em suas elaborações. “Além disso, o modelo de 2008 já está definido, e em breve será apresentado”, disse Teles, contando ainda que tem agendado para este mês nova reunião com a empresa para discutir, acredite, o modelo de 2009.

    Apesar da recusa, a idéia de Barbosa foi muito elogiada pelo gerente.

    ***
    Comunicado: tenho recebido de alguns leitores pedidos de postagens mais freqüentes neste espaço. Pelo respeito e consideração que tenho por vocês, dou-lhes uma explicação: em acordo feito, decidiu-se que eu escreveria duas colunas por semana no Blog do Flu, como, aliás, aconteceu ao longo de todo 2007. Em dezembro, porém, tenho aproveitado o recesso do futebol e o tempo em que não estou na empresa para concluir o Epopéia Tricolor – A Conquista do Brasil e a Volta a América, livro que será lançado em janeiro, na sede do próprio clube. Certo da compreensão de vocês, estarei em dezembro atualizando este espaço sempre às segundas-feiras. Em janeiro, porém, mês em que o mercado estará fervendo e a torcida, em polvorosa, voltarei com a periodicidade habitual.

    Em tempo: Também, como já contei em algumas ocasiões, faço deste blog uma coluna eletrônica, a exemplo do espaço do Botafogo. Com formato diferente dos demais, evitamos notas curtas, escrevendo de maneira mais abrangente fatos que marcaram nossos clubes nos últimos dois ou três dias.

    ***
    Já comprou seu presente de Natal? Se o papai for tricolor, que tal a camisa 9, de Washington?

    O Coração de Leão chega com muita moral ao Fluminense.

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  10. 10/12/2007

    Indumentária para a América





    Na carona da onda retrô, promovida pela Legião Tricolor ao longo da temporada, recebo do leitor David Barbosa sugestão de camisa para a Taça Libertadores da América. Espelhado no dos anos 70, época da Máquina, o modelo é voltado para os dias atuais, tendo o nome da Unimed, patrocinadora do clube, estampado sobre o manto. Com a propriedade de quem conta com o respaldo de inúmeros outros torcedores, inclusive da própria Legião, David faz um apelo à diretoria do clube. Fala, Barbosa!

    “João, como torcedor apaixonado, não agüento mais ver as tradições do Fluminense sendo postas de lado. Embora saibamos que hoje o dinheiro fala mais alto, declaro minha insatisfação com o que estão fazendo com o uniforme do Flu a cada temporada. O atual não é de todo feio, o problema é que a camisa tricolor nunca mais foi a mesma. Há muito tempo, sua tradição foi pro espaço, dando vez à modernidade de camisas produzidas por pessoas que ignoram a sua representatividade para nós torcedores. Gostaríamos de ser ouvidos por parte da diretoria e da Adidas, fornecedora do clube. Esperamos contar com o apoio da imprensa e de jornalistas como você, que presa pelos clubes, bem como por suas tradições. Saudações tricolores”.

    David, sua sugestão chegará às mãos da direção do clube, fique tranqüilo. Dia 11, estarei reunido com o gerente de Marketing do Fluminense, Nélson, a quem levarei sua idéia. E parabéns pelo modelo. Está mesmo muito bonito. Se fizéssemos uma enquete, tenho certeza de que a maioria dos tricolores assinaria embaixo.

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    A presença maciça da torcida do Flamengo nos jogos do clube no returno do Campeonato Brasileiro, como fato que é, deve, sim, ser noticiada pelos mais diversos órgãos de imprensa de nosso país. Discordo, porém, de alguns deles que fazem disso plataforma política para que o clube rubro-negro ganhe a licitação do Maracanã, que no fim das contas deverá mesmo ficar sob os cuidados da dupla Fla-Flu e CBF. Pior: por puro oportunismo, omitem informações relevantes sobre médias de público recentes: de 2000 para cá, o Fluminense, por exemplo, teve a maior média entre os clubes cariocas em três ocasiões (2000, 2001 e 2002), ficando também em 2005 à frente do clube rubro-negro, ano em que o rival teve a pior média entre eles.

    Aborrecidos com este evidente favorecimento, os leitores Ronaldo Fonseca e Caio Barbosa me escrevem para criticar a postura passiva do presidente Roberto Horcades, que escuta calado as falações da cúpula rubro-negra, representada por Márcio Braga e Kléber Leite.

    Pelo visto, a Libertadores já começou.

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    E por falar nela, a Conmebol estabeleceu que Flamengo e Santos, a exemplo de Flu e São Paulo, também serão cabeças-de-chave. Com isso, um possível Fla-Flu só poderá acontecer nas oitavas, quartas ou semifinais, já que, desde 2006, o regulamento não permite que dois clubes de um mesmo país se enfrentem na grande decisão.

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    Bastidores da saída do Prêmio Craque Brasileirão-2007, realizado dia 3 no Teatro Municipal. Acompanhado de sua esposa, o presidente do Flu, Roberto Horcades, ao término da premiação, foi cercado por repórteres que o indagaram sobre possíveis reforços para 2008. Impaciente, sua mulher clamava para que fossem embora. Horcades, porém, não arredava pé do hall. Cansada e querendo chegar logo em casa, em dado momento, a esposa do cartola explodiu. “Eu vou embora, Roberto! Você quer ficar aí fazendo política...”.

    Como diria Renato Maurício Prado, do Globo, pano rapidíssimo.

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    Outra no teatro. Em conversa ao pé do ouvido com Thiago Silva, parabenizei-o pela Bola de Prata da revista Placar. O “melhor zagueiro do Brasil” confidenciou a mim que está mesmo muito confiante na conquista do título da Libertadores.

    Resta aguardar o dia 14 chegar para o anúncio do pacotão tricolor.

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    Se Bola de Prata já é artigo de luxo, o que dizer então da Bola de Ouro? Pois foi justamente outro tricolor que a levou: por sua regularidade no Campeonato Brasileiro, Thiago Neves alcançou o maior índice da competição, tornando-se o melhor do ano de nosso futebol.

    Apesar da justa premiação, Neves deve ser mais bem assessorado em suas declarações. A torcida reconhece seu bom futebol, mas paciência tem prazo de validade.

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    Parabéns à torcida do Bahia, dona da maior média de público do futebol brasileiro na temporada, com mais de 40 mil pessoas por jogo.

    São os Tricolores, sempre em alta.

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João Marcelo Garcez, publicitário e jornalista, 28 anos, carioca, trabalha desde 2006 na agência DM9, tendo já atuado em empresas como o Jornal dos Sports (2002) e TV Globo (2003), onde foi roteirista. Trabalhou ainda na agência publicitária Unlike Sistemas de Marketing (2000/2001) e no jornal O Debate, de Macaé, onde foi editor-chefe (2004/2005).

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