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Vanderlei Luxemburgo

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  1. 03/12/2007

    Biclassificado



    O Fluminense encerrou sua participação no Campeonato Brasileiro em grande estilo. Na despedida do zagueiro Antônio Carlos do futebol, aplicou um autêntico chocolate no Santos, que há quatro meses não perdia na Vila Belmiro. Com a vitória por 4 a 2 e o tropeço do Palmeiras, o Tricolor terminou a competição no concorrido G-4, grupo seleto de clubes brasileiros classificados à Libertadores. Mas nem precisava. Campeão da Copa do Brasil, o Flu pôde se dar ao luxo de “ceder” a vaga ao Cruzeiro, quinto colocado.

    O quarto lugar do Fluminense, que disputou o campeonato com dignidade e profissionalismo, obrigou muita gente a se calar. Especialmente, os que diziam que o clube não tinha time para se classificar pra Libertadores via Brasileirão. Não bastante, pela quinta vez nos últimos sete anos, o Tricolor foi o carioca que mais pontuou na competição. Só que desta vez teve a companhia do Flamengo, que chegou aos mesmos 61.

    Se levarmos em consideração somente a era dos pontos corridos (2003 pra cá), o Fluminense também está na dianteira com 293 pontos, cinco a mais que o Fla. Números que não deixam dúvidas sobre a superioridade do clube em nível nacional neste século XXI.

    O resto é conversa fiada.

    ***
    Nos 38 jogos desta edição do Brasileirão, o Fluminense marcou 57 gols (média de 1,5 por jogo) e sofreu apenas 39 (média de praticamente um por jogo), números que dão ao Tricolor a condição de sexto melhor ataque e segunda melhor defesa do campeonato. Além disso, com apenas nove derrotas, foi o segundo time que menos perdeu.

    Apesar da boa trajetória e de alguns jogos memoráveis, a arrancada tricolor só aconteceu mesmo no segundo turno (deste espaço, inclusive, sugeri que isso poderia ocorrer. Vide crônica “Taça Amizade Tricolor vive”, de 23 de agosto), em que terminou na vice-liderança, ao lado do Santos, com 35 pontos, apenas dois a menos que o líder, São Paulo. Foi no returno, inclusive, que obteve dez de suas 16 vitórias na competição, marcando ainda 36 dos 57 gols.

    Diante disso tudo e da “nova” classificação à Libertadores, ninguém pode dizer que o Flu não fez um trabalho bem feito. Palmas ao comandante e comandados.

    ***
    E Renato Gaúcho tem mesmo do que se orgulhar. Além de conquistar um título inédito para o clube no primeiro semestre, ainda levou o Fluminense à sua melhor colocação em Brasileiros desde 2002, quando, coincidentemente, o Tricolor, também dirigido por ele, terminou na mesma quarta colocação.

    Moderno e com boa percepção tática, Renato é hoje um dos três melhores treinadores do futebol brasileiro.

    ***
    Quando a bola rolou, um Fluminense envolvente, com jogadas ensaiadas (como no segundo gol) e toque de bola refinado, surpreendeu o Santos, que por incompetência de Adriano Magrão não saiu atrás logo no primeiro minuto: o atacante tricolor, de frente para o gol vazio, chutou no travessão. Aos 18, Gabriel bateu bonito de fora da área, mas a bola pegou na quina. Melhor na partida, o Tricolor não soube aproveitar as oportunidades que criou. E acabou levando.

    Mas a superioridade do Flu era tão evidente que menos de oito minutos depois do gol de Rodrigo Souto o time já havia virado o placar: gols de Adriano Magrão e Luiz Alberto, que já está se acostumando a marcar a favor do Flu em jogos com o Santos (foi assim nos últimos quatro, incluindo os dois da temporada passada, quando, ainda pelo time paulista, marcou duas vezes contra sua própria equipe). Thiago Neves, o melhor em campo, participou de ambas as jogadas.

    Solto e com desenvoltura, o apoiador tricolor também deixou o seu no início da etapa final – o 12º no campeonato, número expressivo para um jogador de meio-campo. Com a boa vantagem no marcador e com Romeu no lugar de Magrão, machucado, o Flu diminuiu um pouco o ritmo e acabou sofrendo o segundo, após Alessandro aproveitar rebote de Fernando Henrique. O gol de Arouca, o quarto do Flu, desanimou de vez o time dirigido por Vanderlei Luxemburgo, que pôs o ex-tricolor Petkovic nos minutos finais. Em vão: em dois confrontos com o Flu, o Peixe perdeu duas vezes (3 a 0 e 4 a 2) de maneira contundente.

    Uma despedida para a galera tricolor passar as festas de fim de ano confiante e com ótimas perspectivas do que virá em 2008, quando, com um elenco ainda mais forte (o clube anunciará o pacotão dia 14), deverá fazer frente na Taça Libertadores da América.

    ***
    As eleições no Fluminense, que teve Roberto Horcades reeleito para mais um triênio, aconteceram sob clima de paz e fidalguia. Como rezam as tradições tricolores.

    À direção do clube, sucesso, competência e muitas conquistas na nova gestão.

    ***
    Em entrevista ao programa “Tá na área”, do canal a cabo SporTV, o técnico Renato Gaúcho disse que o nível técnico dos jogadores que estão sendo contratados para a próxima temporada é tão bom que não precisará de mais do que duas semanas para entrosá-los. Só no ataque, ainda segundo Renato, o time contará com quatro atletas de nível parelho, causando-lhe forte dor-de-cabeça para definir os titulares.

    As palavras de Renato Gaúcho somadas as de Celso Barros, que desdenhou da recusa de Riquelme, dizendo que, com ou sem ele, o Flu levaria a Libertadores, fazem a galera pensar num time de enorme potencial.

    O sonho da América, devagarinho, começa a ganhar contornos palpáveis.

    ***
    Há duas semanas do sorteio dos grupos da Libertadores, Fluminense e São Paulo, campeões nacionais, encabeçam chaves da competição, permitindo que tenhamos clássicos como Fla-Flu e São Paulo x Santos logo na primeira fase.

    A Libertadores-2008 promete mesmo ser imperdível.

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  2. 01/12/2007





    “Epopéia tricolor – A conquista do Brasil e a volta à América”, livro de minha autoria, com lançamento previsto para janeiro, tem apresentação do presidente eterno do Fluminense, Francisco Horta, dirigente-mito da história do clube e responsável pela Máquina Tricolor de Rivellino e companhia. A capa da obra, que reúne crônicas da conquista inédita da Copa do Brasil, é do cracaço Júlio Oliva, designer gráfico, hoje na DM9DDB.

    Recomendado a todos os tricolores e aos amantes do futebol em geral.

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  3. 26/11/2007

    Pompa e circunstância





    Dizem que o tempo é implacável para os maiores jogadores da história do futebol. Verdadeiros artistas da bola, craques como Rivellino acostumados a encantar platéias colossais com seus dribles fabulosos e jogadas magistrais também se retiram dos campos. Mortais, por ora fazem-nos esquecer que os heróis também envelhecem.

    Trinta anos e quatro dias depois, aos 61, Roberto Rivellino se emocionou ao voltar a vestir a camisa do Fluminense, clube que defendeu por três temporadas e pelo qual, ao marcar no último minuto da prorrogação, conquistou seu primeiro título no Brasil, após ser campeão mundial em 70: a Taça Guanabara de 1975.

    Sem pisar num campo de futebol há 11 anos, como ele mesmo revelou, Riva comandou um time máster do Fluminense na preliminar do jogo dos profissionais contra o Juventude. E somente por isso, muitos pais contemporâneos à Máquina de Horta levaram seus filhos ao Maracanã para que tivessem a oportunidade ímpar de testemunhar uma partida de um jogador que, unanimamente, fora ídolo deles.

    Desta forma, com tricolores de várias gerações, a equipe estrelar do Flu não demorou a abrir o placar contra um time que contou até com José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras. Aproveitando cruzamento do ponta Paulinho, herói do Estadual-85, Assis, que também jogou com a 10, cabeceou para o fundo da rede. Ídolo nato, deu a mão a dezenas de torcedores situados nas cadeiras inferiores do estádio como forma de retribuição aos que clamavam por uma foto. “Jogar com Rivellino foi mais uma conquista em minha vida. O tempo nos reserva surpresas incríveis”, falou o Carrasco do Rubro-Negro.

    Esquivando-se da marcação adversária e do tempo, Rivellino mostrou por que ficou conhecido como Príncipe das Laranjeiras: ainda que em ritmo lento, fartou-se de distribuir jogo e de fazer lançamentos de até 40 metros. Para agradar a torcida, ainda deu o famoso elástico, que eternizou um gol seu contra o Vasco. Momentos de puro encantamento.

    Quando sentiu dores e pediu para sair, o juiz foi aconselhado a terminar o primeiro tempo para que Rivellino fosse saudado pela torcida e desse uma volta olímpica, relembrando um dos períodos mais vitoriosos de sua carreira. Cercado por repórteres, Riva escancarava toda a sua alegria. “O Fluminense me deu tudo: carinho, apoio e um time maravilhoso, com o qual tive a felicidade de jogar”, disse, radiante. “Ser recebido desta forma mesmo após três décadas me deixa sem palavras. É demais pra mim”, completou.

    E assim, muito homenageado, Riva viu o quão querido é no Fluminense. Dentro e fora do campo, sobraram brincadeiras e sorrisos neste jogo de luxo, que fez milhares de torcedores resgatarem anos gloriosos, inesquecíveis.

    Na mente e no coração dos tricolores.

    ***
    Além de Rivellino, Assis e Paulinho, integraram ainda o time de estrelas jogadores como Búfalo Gil, Rubens Galaxe, Duílio, Marco Antônio, Delei, Wilsinho e Renê, com os quais ganharíamos a Libertadores com um pé nas costas.

    Quem há de duvidar?

    ***
    Renato Gaúcho? Não, este aí disse que tinha que se preparar para o jogo de fundo, em que dirigiria a equipe profissional. Além do mais, Renato disse que não poderia se juntar aos veteranos porque nunca jogou bola.

    “Eu dava é espetáculo”, disse, num misto de deboche e fanfarronice.

    ***
    E por falar no jogo dos profissionais, a vitória por 3 a 2 foi importantíssima para que o Fluminense se despedisse da vitoriosa temporada 2007 de bem com a torcida, que só vai voltar a ver o time no Rio dia 19 de janeiro, data da abertura do Estadual-2008. Além disso, o time ganhou mais uma posição na tabela, chegando ao quinto lugar. Se vencer o Santos na última rodada, o Tricolor poderá terminar o Brasileirão na quarta posição, igualando colocação de 2002, quando, coincidentemente, também era dirigido por um ainda inexperiente Renato Gaúcho.

    ***
    Destaque da partida? Não poderia ser outro: Arouca, claro. O volante tricolor talvez tenha feito sua melhor partida no campeonato: além dos dois belos gols, feito inédito na sua carreira, participou da maioria das jogadas de ataque, auxiliando os laterais em seus avanços. Incansável, ainda combateu com firmeza no auxílio ao trio de zagueiros.

    ***
    Não fosse o gol de cabeça no final, diria que Cícero foi peça nula no ataque. Mas como futebol é bola na rede...

    Soares é outro que está dando sopa ao azar: mais uma vez, não aproveitou a oportunidade que lhe foi dada. E olha que o adversário não era lá essas coisas, hein?

    ***
    Depois de atuarem bem contra o Palmeiras, Fernando Henrique e Thiago Neves estiveram em noite nada inspirada. Principalmente o goleiro, que com duas falhas clamorosas fez de tudo para que o time não saísse de campo com os três pontos.

    É recomendável que o Fluminense contrate um camisa 1 tarimbado para a Libertadores. Ou que aposte em Diego, vice-campeão desta competição em 2005.

    ***
    Roberto Horcades, Peter Siemsen e Paulo Mozart? Quem presidirá o Fluminense pelos próximos três anos?

    Com a palavra, você tricolor!

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  4. 20/11/2007

    Uma ode ao heroísmo





    Um pedacinho do Centro do Rio se vestiu de verde, branco e grená na última segunda-feira. Entre pagantes e convidados, seiscentos apaixonados tricolores tiveram o privilégio de assistir à única apresentação do filme “A conquista”, de Bernardo Belfort, na noite de gala do Cine Odeon BR.

    Vestida a caráter, a grande maioria do público que se dirigia à sala escura parecia estar chegando ao Maracanã para uma grande decisão. A animação era tamanha que torcedores mais empolgados colocaram até faixas no deque do espaço.

    Com uma platéia acostumada a jogos de futebol, a reação a cada cena não poderia ser mesmo indiferente: aplausos, vaias, cânticos e gritos efusivos ecoaram pela sala durante os 110 minutos de projeção do emocionante documentário, que mostra os bastidores da gloriosa conquista da Copa do Brasil.

    Um dos mais aplaudidos foi Renato Gaúcho. Impressionante a empatia do técnico do Fluminense com a galera tricolor. Com seu tradicional óculos escuros, Renato só aparece lá pelas tantas em depoimento antecedente aos melhores momentos dos jogos contra o Atlético-PR, adversário contra o qual reestreou oficialmente. “Dei carinho ao grupo”, disse Renato, que prometera em sua apresentação que, com ele, o time iria jogar.

    Outro que mostrou estar em alta com a torcida é Celso Barros. Sempre que notado, o presidente da Unimed era reverenciado com gritos de “é o maior patrocínio do Brasil”. Uma cena curiosa deixou evidente o tamanho da paixão de Barros por este clube tantas vezes campeão. Já no vestiário da vitória, em Florianópolis, o empresário, na roda com toda a delegação, até tentou fazer um discurso correto e polido. No desenrolar de suas palavras, porém, seu amor foi se aflorando de tal forma que, não se agüentando de tanta emoção, começou a gritar e a abraçar jogadores que pulavam de maneira alucinada.

    É nesta hora que aparece Renato literalmente acabado de tanto chorar. Numa das cenas mais emocionantes do filme, abraça seu fiel escudeiro, Alexandre Mendes, que, ao pé do ouvido do treinador, conforta-o. “Você merece”.

    Depoimentos como o de Roger, autor do gol do título nacional, também arranca lágrimas. O jogador, há dois anos no clube, disse só ter entendido a dimensão do feito quando desembarcou no Santos Dumont (foto), onde milhares de torcedores esperavam a delegação campeã. “Vi pessoas de cinco a 40 anos chorando emocionadas. Não há dinheiro que pague imagem igual. Chegar ao clube e ver aquele mundo de gente no gramado também foi inesquecível”, relatou, com os olhos marejados.

    Carlos Alberto, hoje no futebol alemão, também foi bastante saudado em seu depoimento. É bem verdade que mais por seu coração tricolor do que por seu desempenho durante a competição. Luis Alberto, surpreendentemente, também teve tratamento igual. Com sua seriedade e profissionalismo, o xerifão vem ganhando status de ídolo entre os torcedores, apesar de sua passagem pelo maior rival.

    E Thiago Silva? Ah, este é hour concours. Seus importantes gols contra Atlético-PR e Brasiliense no Maracanã foram comemorados como se marcados naquele momento. Considerado por muitos o melhor zagueiro do Brasil, Thiago Silva teve que ouvir de Renato que ele poderia ficar sossegado porque o treinador já havia parado de jogar futebol. Trecho que arrancou gargalhadas da platéia.

    A cena mais engraçada da noite, entretanto, aconteceu antes mesmo do filme começar. Uma empresa de desodorantes que distribuía seus produtos entre os cinéfilos presentes teve o anúncio de sua marca veiculada no telão quando muitos ainda se acomodavam. Coincidentemente, a garota-propaganda da grife é ninguém menos que Ana Paula de Oliveira, a bandeirinha que teria prejudicado o Botafogo na semifinal da Copa do Brasil. Foi a senha para que a galera debochasse muito do rival, que ficou pelo caminho na competição.

    O deboche virou apupo quando Joel Santana, hoje técnico do Flamengo, apareceu em longo depoimento. À frente do time durante apenas quatro jogos – Adesg (1), América-RN (2) e Bahia (1) -, o Natalino se disse 40% responsável pelo novo título nacional do Flu.

    Polêmica à parte, o mergulho no vestiário tricolor minutos antes do time pisar no gramado do Estádio Orlando Scarpelli trouxe à tona toda a tensão do importante momento da vida daqueles jogadores e do clube. O preparador físico, Fábio Mahseredijan, aos berros, pedia concentração máxima a todos. “Só quem sentiu na pele o que sentimos há 40 dias sabe a importância deste momento”, disse, referindo-se ao descrédito do time com a torcida durante o Estadual. O que vem a seguir deixo para que você veja com seus próprios olhos.

    Olhos de lince como os de Adriano Magrão, uma das figuras mais importantes da campanha, também muito lembrado no longa. Fernando Henrique, Carlinhos, Júnior César, Fabinho, Arouca, Cícero e Alex Dias não foram esquecidos. Mas curioso mesmo foi ver Thiago Neves, ainda sem o status atual, no canto do vestiário após o triunfo. Mal sabia o jogador que o destino reservaria um ótimo segundo semestre a ele.

    A cena final do filme é digna de aplausos. Estivesse presente ao Odeon BR àquela noite, o bonequinho do Globo por-se-ia de pé e aplaudiria efusivamente o desfecho épico.

    A Copa do Brasil, agora eternizada, tal qual o nome do filme, foi mesmo uma conquista e tanto, que atingiu em cheio o coração de milhões tricolores de todo o Brasil.

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    Quer ver o documentário? A Flu Boutique disporá os DVDs de “A conquista” a partir desta quinta-feira, dia 22, na sede do clube.

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    Não deixe também de ler “Epopéia tricolor – A conquista do Brasil e a volta à América”, livro de minha autoria com lançamento previsto para janeiro.

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    Nem bem acabou de fazer um e Bernardo Belfort já está pensando noutro longa. Com apoio da Unimed, Bernardo Belfort irá usar agora equipamento profissional para filmar a Libertadores.

    É o Flu bem na foto. Quer dizer, na tela.

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  5. 18/11/2007

    O valor de Fabinho em xeque



    O erro fatal contra o Palmeiras parece ter sido a gota d´água para que muitos torcedores pedissem a saída de Fabinho do time do Fluminense. Contratado no início do ano para o lugar de Marcão, desde sua chegada ao clube, o volante nunca teve vida fácil nas Laranjeiras. Muito hostilizado durante todo o Estadual, ganhou sobrevida após a conquista da Copa do Brasil. Ainda que a contragosto, a torcida, ao menos, deixou-o em paz durante parte do Brasileirão.

    Campeão brasileiro pelo Santos (2004) e mundial pelo Internacional (2006), Fabinho tem até títulos importantes em seu currículo. Em todos, porém, foi apenas coadjuvante de elencos recheados de bons jogadores dirigidos por técnicos bem-sucedidos como Vanderlei Luxemburgo e Abel Braga. Fosse imprescindível, não teria sido facilmente liberado pelo clube gaúcho após a conquista colorada no Japão.

    Confesso que, durante algum tempo, cheguei a ficar em cima do muro nesta questão. Tricolores ligados a mim viam Fabinho como um jogador combativo, importante no desarme adversário, muito em função de sua disposição física. Alegavam que o Flu praticamente não perdia quando o jogador estava em campo. As últimas atuações de Fabinho, porém, me deixaram convencido de que o Tricolor merece coisa melhor para a posição.

    Há muito, a tese de que volantes não precisam criar deveria ter sido enterrada. Só para ficar no futebol brasileiro, jogadores como Hernanes, a quem escalei para a seleção do campeonato (vide abaixo), e Arouca estão aí para não me deixar mentir. Ambos aliam uma coisa à outra, juntando-se aos apoiadores do time na criação de jogadas de ataque.

    Discordo, porém, dos que pedem a sua saída das Laranjeiras. Embora também ache que não há vaga para ele entre os 11 titulares, Fabinho poderá ficar como opção para jogos em que o Flu precisar segurar o sufoco adversário nos minutos finais.

    Mas, ainda assim, se diminuir consideravelmente o número de faltas bobas próximas à área e a enxurrada de cartões que recebe.

    ***
    Bastidores de uma conversa telefônica entre mim e Arthur Muhlenberg horas antes do jogo entre Fluminense e Palmeiras.

    - E aí, João! O Fluzão vai levar essa hoje pra nos ajudar, né? – disse apreensivo o blogueiro do Flamengo
    - Vai sim, Arthur! Gravatinha me disse que devolveremos a derrota de 2005 pelo mesmo placar: 3 a 2.
    - Beleza, então! Vemo-nos na Libertadores.

    O que aconteceu todo mundo já sabe: o Palmeiras ganhou de 1 a 0 e Gravatinha enganou até a mim, já que sequer deu as caras no Parque Antártica. “Também com aquele dilúvio, o que você queria, João?”

    Pior pro Fla.

    ***
    Confesso ser avesso a estas listas de craques do campeonato, geralmente cercada de bairrismos e interesses duvidosos, mas como se trata de uma quase obrigação para quem trabalha no meio, vá lá, divulgo a minha.

    Felipe (Corinthians), Souza (São Paulo), Breno (São Paulo), Thiago Silva (Fluminense) e Kléber (Santos); Hernanes (São Paulo), Richarlysson (São Paulo), Íbson (Flamengo) e Thiago Neves (Fluminense); Acosta (Náutico) e Dodô (Botafogo). Técnico: Roberto Fernandes (Náutico).

    Muitos podem estranhar a escolha de Roberto Fernandes para técnico do campeonato. A estes, lembro que ele assumiu o comando do time pernambucano quando o rebaixamento do Timbu parecia iminente. Com um elenco modesto, Fernandes tirou o Náutico do fundo do poço, colocando-o em condições de disputar uma vaga para a Copa Sul-Americana, o que seria um grande feito para um clube recém-promovido da Segunda Divisão. Em tempo: a duas rodadas do fim, o Náutico, com 26 pontos, é hoje o dono da sétima melhor campanha do returno do Brasileirão.

    ***
    Preterido pelo técnico Beto Almeida, Marcão não vem jogando pelo Juventude. Ainda que fique no banco contra o Flu, o volante poderá ver o clube que hoje defende ser rebaixado justamente pelo outro que, com muito profissionalismo, defendeu durante oito anos e pelo qual se diz muito agradecido.

    O destino, às vezes, nos prega peças difíceis de acreditar.

    ***
    Contactado pela produção do programa Momento Esportivo, da Rádio Brasil, o empresário de Riquelme admitiu que vem conversando com integrantes da diretoria do Fluminense. Embora o procurador não tenha querido entrar ao vivo, a declaração de Branco no dia seguinte de que, ainda que difícil, a vinda do craque argentino não é impossível, deixa a galera tricolor esperançosa para este fim de ano.

    O momento, porém, requer calma e boa dose de paciência.

    Sem jamais perder a esperança.

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  6. 15/11/2007

    Um digno campeão



    O torcedor tricolor assistiu à partida contra o Palmeiras na última quarta-feira com uma certeza: a de que seu time pisou no Parque Antártica já classificado para a Taça Libertadores da América.

    Nem por isso o campeão da Copa do Brasil deixou de lado sua dignidade, atuando de maneira briosa contra um adversário que também almeja uma vaga na competição mais importante das Américas.

    Escalado com sua força máxima, o Fluminense, mais organizado taticamente, chegou até a dominar nos primeiros 25 minutos da partida. Thiago Neves, que se confessou ansioso antes do jogo por todo o imbróglio causado com os dois clubes, foi a melhor opção de criação do time enquanto a chuva deixou. O apoiador chegou até a cabecear uma bola na trave no fim do primeiro tempo, em bola que ainda bateu em Diego Cavalieri.

    Seu xará, Thiago Silva também teve atuação destacada na proteção à defesa tricolor. O zagueirão do Flu afirmou esta semana que nenhuma proposta o impedirá de disputar a Libertadores, um velho sonho do jogador, com a camisa do Flu.

    Outro que brilhou foi o goleiro Fernando Henrique. Em noite inspiradíssima, fez três defesas de puro reflexo. No lance do gol de Rodrigão, não falhou. Mas poderia esperar a definição do lance em vez de cair pra sua direita, dando todo o gol pro atacante alviverde arrematar a jogada.

    O mesmo não pode se dizer de Fabinho, que conseguiu falhar duas vezes numa mesma jogada. Primeiro, ao perder a bola na sua intermediária no lance que originou o gol do Palmeiras. Depois, na tentativa de tirá-la, chutou-a contra a própria meta. Na câmera da TV Globo colocada dentro do gol tricolor, percebe-se que a bola não entraria se não fosse tocada pelo volante. Uma lástima!

    Júnior César manteve sua regularidade, ou seja, passou toda a temporada atuando burocraticamente, pouco aparecendo nos lances de erros da equipe, bem como nos de brilhos coletivo e individual. Um lateral mediano é tudo o que o Flu não precisa na Libertadores.

    Feitos estes dois registros, é tempo de saudar o digno Fluminense, que, defendendo os interesses do coirmão Flamengo, não pensou duas vezes em escalar seus 11 titulares, não colocando seu terceiro goleiro em partida que interessava a terceiros.

    Coincidência ou não, o treinador que o fez há 11 anos está novamente no comando rubro-negro. Assim como também foi coincidência o placar da partida: o mesmo 1 a 0.

    Para quem não interessava, claro!

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    Quer lembrar de gols históricos de campeonatos passados? Então participe do AudioPops, um divertidíssimo jogo lançado pelo Globoesporte.com. Para isso, basta que você ouça a narração e tente adivinhar o ano e a competição a qual ela se refere.

    Divirta-se!

    http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Futebol/Campeonatos/0,,MUL179709-4276,00.html

    ***
    Há exatos seis meses, este Blog do Flu estreava no Globoesporte.com. Vinte e dois dias depois, o Tricolor já conquistava o Brasil com atuação de fibra em Florianópolis. O que mostra que o espaço é mesmo pé-quente.

    Também ao longo destes 180 dias, você, leitor, concordou e discordou inúmeras vezes deste que vos escreve. Pois como você, sou apenas mais um torcedor do histórico e secular Fluminense Football Club. Críticas, elogios e sugestões estão, portanto, dentro do contexto.

    Em outubro, o Blog do Flu obteve um crescimento de 95% em relação ao início deste vitorioso projeto.

    O que prova que sem você não seríamos nada.

    Por isso tudo, amigo leitor, muito obrigado por seu carinho e audiência. Se tudo correr bem, no aniversário de um ano da coluna o Tricolor estará trilhando o caminho da conquista da América.

    Pra minha, sua, nossa felicidade! Viva o Flu!

    E viva você, tricolor!

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  7. 11/11/2007

    Penta é o Flu



    Desde a definição do título brasileiro, o noticiário esportivo do país vem sendo tomado pela polêmica em torno de quem verdadeiramente é o primeiro pentacampeão da história. Respondo-lhes, sem titubeios: nem Flamengo, nem São Paulo. O primeiro clube cinco vezes campeão brasileiro chama-se Fluminense Football Club.

    Não, não padeço de esquizofrenia ou coisa parecida. O Flu é, desde os anos 80, o detentor desta marca. Afinal, ao bater o Juventus na decisão da Copa São Paulo de 1989 (gol de Silvio), o Tricolor levantou pela quinta vez o troféu de campeão brasileiro de juniores, sagrando-se o primeiro e então único pentacampeão do país. E não me venham com lamúrias ou declarações contrárias: na falta de uma competição organizada pela CBF para a categoria, a Copa São Paulo é, desde 1971, o campeonato brasileiro de juniores (em 1969 e 1970, apenas equipes paulistas integravam-na).

    Além da conquista de 1989, o Fluminense triunfou ainda em 1971, 1973, 1977 e 1986. Títulos incontestáveis que fazem do clube uma força nacional – e internacional, como na conquista do Mundial Interclubes-2005 (categoria júnior), após virar para cima do Boca Juniors (ARG) na semifinal e bater o Espanyol (ESP) na grande decisão.

    Encerrada a questão, flamenguistas e são-paulinos podem agora relaxar e refrescar a cuca. Mas se ainda assim quiserem continuar se degladiando, disputarão, no máximo, o posto de SEGUNDO pentacampeão brasileiro.

    E é isso: todo mundo tenta, o Fla lamenta (o São Paulo também), mas o Flu é o primeiro penta.

    ***
    Toca o telefone e do outro lado está o Gravatinha. Já em São Paulo, o fantasminha se diz pronto para o jogo contra o Palmeiras.

    “João, quarta estarei no Parque Antártica para testemunhar o triunfo tricolor nesta revanche histórica contra o Porco”.

    Pergunto a que exatamente se refere e Gravatinha se enfeza. “Ora! Há dois anos estou com ele engasgado na garganta. Estávamos com a classificação à Libertadores praticamente assegurada e fizemos o papelão de perder os cinco últimos jogos do Brasileirão, sendo o derradeiro contra o Palmeiras”.

    “É verdade! Chegamos a estar vencendo por 2 a 1 a 20 minutos do fim e entregamos o ouro”, lamentei, fazendo, porém, uma ressalva. “Mas sua bronca deveria ser com o próprio Flu, Gravatinha! Foi ele que não teve a competência de não somar míseros três pontos em 15 disputados”.

    “Pode ser! Mas o jogo que ficou marcado negativamente em nossas memórias foi este, em que vimos nossa vaga ir embora ao apito final do Héber Roberto Lopes, que, vergonhosamente, deu menos de dois minutos de acréscimo naquele conturbado segundo tempo. Por isso que agora quero que provem do mesmo veneno”.

    Lembro-o que um triunfo contra o Palmeiras ajudará o Flamengo, que também está na briga por uma das vagas à Libertadores.

    “Sei disso, João! Como rival, posso até torcer pelo insucesso rubro-negro. Mas não posso deixar de pensar também sob o aspecto promocional: um Fla-Flu na Libertadores seria maravilhoso para ambos, que se projetariam em níveis estratosféricos ao fazerem do maior clássico do país um evento de âmbito internacional. Mais: o Maracanã sediaria dois jogos ímpares de sua história e, claro, testemunharia mais um triunfo tricolor sobre seu maior rival, fato mais que costumeiro nas decisões entre eles’.

    “Você está certo, Gravatinha! – apoiei – Vamos pra cima do Palmeiras! Doa a quem doer e beneficie a quem beneficiar! Temos que fazer o nosso”.

    E desliguei o celular.

    ***
    Em tempo: se o Flamengo conseguir mesmo sua vaga à Libertadores, juntando-se ao Flu na disputa da edição de 2008, uma injustiça histórica estará sendo reparada. Em 1993, a dupla Fla-Flu já deveria ter integrado aquela competição. É que o Rubro-Negro conquistou o Campeonato Brasileiro daquele ano, e o Fluminense foi o “campeão” da Copa do Brasil.

    Um tal paulista despeitado, porém, não quis ver o clássico carioca na maior competição das Américas. José Aparecido de Oliveira literalmente inventou um pênalti para o Internacional a três minutos do fim da decisão, tirando o troféu da mão do Fluminense – e, por tabela, a vaga na Libertadores -, entregando-o de bandeja ao time gaúcho.

    Não foi à toa que, na volta pra casa, Zé Aparecido foi expulso do avião em que viajaria. É que, pra sua infelicidade, lá estava a delegação tricolor, que, revoltadíssima, cuspiu marimbondos pra cima do “árbitro”. O lateral-esquerdo Lira, um dos mais inconformados, chegou a desferir um soco na cabeça de Zé Aparecido, como me contou o próprio treinador tricolor à época, Sérgio Cosme.

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    Pintou o camisa 9 da Libertadores: Washington é o cara!
    Dá-lhe, coração de leão!

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  8. 06/11/2007

    Laranjeiras em ebulição





    A dias das eleições mais importantes dos últimos tempos, o Fluminense vive internamente clima de verdadeiro alvoroço. Candidatos envolvidos no pleito vêm tentando angariar votos de sócios ainda indecisos. Não faltam entre eles promessas de craques e futuro glorioso ao nobre e tradicional clube das Laranjeiras.

    Roberto Horcades (chapa Sempre Tricolor), Peter Siemsen (chapa Flu Unido e Forte) e Paulo Mozart (chapa Tricolor de Coração) têm oportunidade ímpar em mãos: a de internacionalizar a marca Fluminense já em seu primeiro ano de gestão (ou quarto, em caso de vitória de Horcades): o clube disputará em 2008 sua competição mais importante dos últimos 23 anos, a Taça Libertadores da América, e o elenco tricolor deverá ganhar significativos reforços para disputá-la em condições de vencê-la.

    O futuro da Unimed no clube, porém, independe do eleito. Parceira do Flu há nove anos, a empresa investirá no futebol tricolor pelo menos até o fim de 2009, com boas possibilidades de renovação ao término daquele ano. Palavras do próprio doutor Celso Barros.

    Além deste esporte, carro-chefe do Fluminense, que é Futebol Clube (ou melhor, Football Club), o presidente eleito terá ainda responsabilidades com o social, os esportes olímpicos, além de com o próprio patrimônio, como o belo e histórico salão nobre (foto) e seus vitrais franceses.

    E os compromissos não param por aí. Além de manter a folha de seus funcionários em dia, obrigação de qualquer empregador, o vencedor do pleito herdará uma dívida astronômica com o governo, problema gravíssimo pertencente, inclusive, a muitos outros clubes do país. Pensando nisso, o presidente do Fluminense, Roberto Horcades, assinou segunda-feira, na sede da Caixa Econômica Federal, um contrato de parcelamento do FGTS, algo decisivo para a adesão definitiva com a Timemania. Confissões de dívida com a Receita Federal, INSS e Procuradoria Geral da Fazenda também já haviam sido assinadas.

    O dia 27 de novembro será, portanto, decisivo para as pretensões do Fluminense no triênio 2008-2009-2010. Anos que, esperamos, seja repleto de glórias e conquistas para o clube que há mais de um século compõe e embeleza o cenário da Cidade Maravilhosa.

    Vença quem vencer, salve o querido pavilhão!

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  9. 04/11/2007

    Confiança



    Nada como um dia após o outro. Num intervalo de apenas 72 horas, o Fluminense venceu Figueirense e Náutico e fez as pazes com a galera tricolor, que andava meio jururu com o time após as fracas apresentações contra Goiás e Atlético-MG. De quebra, o Flu subiu para o quinto lugar (escrevo antes do fechamento da rodada) e, com 55 pontos, pode entrar no G-4 já na próxima rodada, quando enfrentará o Palmeiras, no Parque Antártica.

    O jogo contra o Náutico foi até animado. Teve dilúvio, bola na trave, gol de lateral, gol de artilheiro, pênalti mal marcado... Os 17 mil tricolores que foram ao Maracanã certamente não se arrependeram de terem trocado o cineminha de sábado à noite pelo compromisso com o clube do coração.

    Gostei muito do Arouca. Voluntarioso, apareceu por diversas vezes em jogadas de ataque do Fluminense, arriscando inclusive algumas finalizações. Foram dos pés do volante que saíram as jogadas dos dois gols de Gabriel, que, com estilo, voltou a marcar com a camisa tricolor, o que não ocorria desde a sua passagem em 2005, quando entrou para a história dos Campeonatos Brasileiros como o lateral que mais balançou a rede numa mesma edição desta competição (16).

    Thiago Silva – este já não é mais surpresa – também esteve firme na proteção à zaga. Em dado momento da partida, vendo que o Náutico pouco ameaçava, o jogador se aventurou a subir à intermediária adversária, de onde, aliás, quase marcou um golaço, ao encobrir o goleiro Fabiano, que ainda tocou com a ponta dos dedos. O desvio providencial evitou o gol (a bola ainda bateu por cima do travessão) de Thiago, que voltou rindo, já que esta não era a sua real intenção.

    Luiz Alberto e Roger (principalmente) também fizeram um partidão. O herói do título da Copa do Brasil desarma e arma como poucos. Habilidoso, faz ainda jogadas de linha de fundo. Com sua experiência, Roger será utilíssimo ao Flu na Libertadores do ano que vem.

    Ao contrário da defesa, o ataque foi sofrível. Magrão e Soares, atabalhoados, pouco produziram. Soares até procura jogo, é verdade, mas, muito afobado, perde as jogadas com incrível facilidade. Já Magrão não deveria sequer sair da área, já que, desprovido de qualquer habilidade, não é útil ao time na criação de jogadas.

    As jovens revelações Léo e Tartá (que entrou nos minutos finais) desta vez não marcaram, mas não por falta de oportunidade. Após centro na área, Léo furou a bola quando bastava escorá-la para ampliar o marcador. Uma pena! Pouco a pouco, porém, vão se acostumando com o time de cima e logo estarão mais soltos em campo.

    Garotos e craques à parte, o Flu vem dando mostras de não querer hesitar nesta reta final de Brasileirão. Um claro sinal de que deseja contar com o apoio da imensa e fiel torcida tricolor.

    Agora e na hora da nossa festa maior: a Libertadores.

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    E não é que o juizão resolver acabar com a graça do Flu! Inventou um pênalti pro Náutico no fim do jogo que impediu o Tricolor de vencer mais uma vez por 2 a 0 (como ocorrera nas seis vitórias anteriores). Em tempo: em outro lance polêmico da partida, Thiago Silva até segurou Acosta, mas o atacante uruguaio valorizou o lance, atirando-se no chão.

    ***
    Renato Gaúcho foi muito franco após a partida. O técnico do Fluminense disse que, apesar de bom, o time ainda está verde para a disputa da Taça Libertadores da América. E como não quer ir “a passeio” para a mais importante competição do nosso continente, tem feito reuniões fechadas com Branco e Celso Barros para trazer três nomes de peso e com experiência internacional.

    O que estará nos reservando o saco de presentes do nosso Papai Noel, Celso Barros?

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    Quer um lindo wallpaper do Fluzão com os craques do time na temporada? Acesse
    http://i234.photobucket.com/albums/ee283/psbauer/WallpaperFlu_Bauer3.jpg O belo material é de autoria do tricolor Pedro Bauer, que, diga-se de passagem, tem muito bom gosto.

    Parabéns, garoto!

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    Finalmente, as eleições foram marcadas no clube: será terça-feira, dia 27 de novembro. Em jogo, o destino do Flu no triênio 2008-2010.

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  10. 01/11/2007

    Alvorecer tricolor



    Com a oficialização do título do São Paulo na rodada deste meio de semana (34ª), Fluminense e o time de Muricy Ramalho são, de fato e direito, os campeões das competições organizadas pela CBF na temporada 2007. Os maiores tricolores do país deram, assim, demonstração de força e de que poderão representar bem o nosso país na Taça Libertadores da América.

    No mesmo dia em que o São Paulo deu a volta olímpica, o Fluminense lançou contra o Figueirense dois garotos que vinham sendo lapidados nas divisões de base do clube. Colocados no segundo tempo, o apoiador Vinícius Tarta e o atacante Léo (este, já nos minutos finais) mostraram personalidade e fizeram os gols da vitória tricolor no mesmo palco onde há cinco meses o Flu conquistou a Copa do Brasil.

    Jogadores de apenas 18 anos, Vinícius e Léo vêm fazendo bonito em 2007. O primeiro, convocado recentemente para a Seleção Brasileira sub-18, foi eleito o melhor jogador e a revelação da Copa Espírito Santo de Juniores. Já o atacante, que até já havia atuado uma vez pelo time principal, fez bonito na Copa São Paulo de Juniores, competição da qual o Fluminense é pentacampeão, e beliscou a artilharia do torneio.

    Outro jogador formado na base do clube mas que já atua desde 2003 entre os profissionais do Fluminense é o goleiro Fernando Henrique, que contra o Figueirense completou 150 jogos com a camisa tricolor. O camisa 1, justiça seja feita, teve grande atuação durante todo o jogo, praticando difíceis e importantes defesas, como a que fez aos 32 minutos do primeiro tempo em chute de Jean Carlos. No rebote do lance, André Santos pegou firme e FH se atirou pra defender. A seqüência de defesas arrancou aplausos dos torcedores presentes ao Orlando Scarpelli.

    Numa partida em que as crias de Xerém se destacaram teve gol até do lateral Júnior César, também revelado pelo clube. Pena que o árbitro Carlos Eugênio Simon não viu a bola entrar após bater no travessão do goleiro Wilson. Pecado mortal que poderia ter custado dois pontos ao Flu. Aliás, mais dois pontos, visto que, no primeiro turno, Héber Roberto Lopes deixou de marcar três pênaltis escandalosos e o jogo terminou mesmo empatado em 1 a 1.

    Desta vez, porém, Tarta e Léo desempataram a partida. Mas é preciso ter calma com os garotos para não queimá-los. Deixá-los treinando com os profissionais já será uma grande medida para esta fase de transição destes jovens e talentosos jogadores.

    Que em breve tragam frutos e conquistas ao Flu!

    ***
    Bom ter visto Roger em campo, espécie de premiação de Renato. O autor do gol do título da Copa do Brasil se disse emocionado em voltar ao estádio onde, segundo ele, fez o lance individual de maior importância de sua carreira.

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    Mas nem tudo são flores. Gabriel segue sem dizer ao que veio, apesar de eu continuar apostando nele; Thiago Neves e seu futebol sumiram de vez após o imbróglio com a assinatura de dois contratos; e Fabinho parece não saber o que fazer com a bola quando a tem sob seu domínio. Este, pelo menos, suspenso, não enfrenta o Náutico.

    ***
    O Fluminense definitivamente tomou gosto pela brincadeira e mais uma vez venceu por 2 a 0. As últimas seis vitórias tricolores neste Brasileirão (contra Sport, Atlético-PR, América-RN, Botafogo, Flamengo e Figueirense) aconteceram com este placar.

    ***
    Com promoção de ingressos, o Fluminense recebe o Náutico, de Acosta, neste sábado, às 18h10. O time de Recife vem de duas derrotas e está com a corda no pescoço. O Flu não tem nada com isso e quer entrar no G-4.

    Jogão aberto à vista.

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João Marcelo Garcez, publicitário e jornalista, 28 anos, carioca, trabalha desde 2006 na agência DM9, tendo já atuado em empresas como o Jornal dos Sports (2002) e TV Globo (2003), onde foi roteirista. Trabalhou ainda na agência publicitária Unlike Sistemas de Marketing (2000/2001) e no jornal O Debate, de Macaé, onde foi editor-chefe (2004/2005).

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