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Vanderlei Luxemburgo

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  1. 01/05/2008


    Aos leitores: o Blog do Flu está mudando de endereço web e interface. Estamos migrando para o Wordpress, uma ferramenta com recursos infinitamente superiores ao Globolog. A partir de amanhã, o novo endereço do torcedor tricolor é http://colunas.globoesporte.com/joaomarcelo

  2. 28/04/2008

    Ferrolho tricolor em Medellín





    O Fluminense inicia nesta quarta-feira, em Medellín, sua participação nas oitavas-de-final da Taça Libertadores da América. Sem brecha pra vacilos, o time tenta contra o Atlético Nacional (COL) um resultado que lhe dê tranqüilidade para o jogo da volta, no Maracanã.

    Thiago Silva (foto), tido por muitos como o melhor zagueiro do Brasil, terá, ao lado de Luiz Alberto, a difícil missão de segurar a pressão do time colombiano. Empurrado por sua torcida, que deverá lotar o Estádio Atanásio Girardot, o Atlético Nacional terá que se expor pra tentar chegar com vantagem ao Rio de Janeiro.

    Se souber ligar rápido os setores do time para encaixar o contra-ataque, o Tricolor poderá até surpreender o atual bicampeão da Colômbia.

    Chegou a hora da onça beber água.

    ***
    Dodô viaja com o grupo e começa o jogo no banco de reservas. Com isso, Cícero será mantido na equipe.

    Que Renato não repita o erro do clássico contra o Botafogo e o escale ao lado de Washington pra não deixar o Coração de Leão isolado no ataque.

    ***
    Com toda a razão, a torcida tricolor está na bronca com a Conmebol, que programou o jogo de volta contra o Atlético Nacional para as 18h30 de uma terça-feira, dia e horário pouquíssimo comuns para a realização de partidas de futebol.

    Fosse apenas pelo dia, a galera até perdoaria. Duro mesmo é chegar ao Maracanã no começo da noite, período em que a maioria esmagadora dos torcedores ainda está deixando o trabalho, se é que ainda não está no serviço.

    Fluminense x Atlético Nacional terá transmissão do canal a cabo SporTV, que, acredito, não se oporia a exibi-la noutro horário, já que nenhum outro clube brasileiro estará em campo nesta data. Caberia então à diretoria do Flu pleitear a mudança junto à Confederação Sul-Americana.

    A pique de fazer história, o apoio incondicional da massa pó-de-arroz neste momento se faz imprescindível. Se quiser contar com ela no próximo dia 6, a cúpula do Flu deverá se mexer.

    Tempo para isso é o que não falta.

    ***
    Agora é tudo ou nada na Libertadores. Para lembrar como o Flu chegou a ela, não deixe de ler o livro Epopéia Tricolor – A Conquista do Brasil e a Volta à América, de minha autoria, prefaciado pelo presidente da Máquina, Francisco Horta.

    Se você mão mora no Rio de Janeiro e quer recebê-lo em sua casa, encomende-o pelos sites www.fluboutique.com.br ou www.livrariapontes.com.br São estes os pontos de venda.

    • Flu Boutique – Sede das Laranjeiras;
    • Só Tricolor, do Flamengo – Rua Senador Vergueiro, 44/Loja A;
    • Só Tricolor, de Niterói – Gavião Peixoto, 104 – Loja 111/Icaraí
    • Banca Tricolor – Rua da Carioca, na entrada da estação de metrô da Carioca;
    • Praça Saens Peña – Conde de Bonfim, 368 (em frente à C&A);
    • Grajaú – Praça Edmungo Rêgo (em frente ao Itaú);
    • Largo do Machado – Rua do Catete, 311 (Banca Machado de Assis, esquina com a rua de mesmo nome);
    • Copacabana – Banca da esquina das ruas Barata Ribeiro com Prado

    ***
    O Flu pulou na frente na decisão do Campeonato Estadual de juniores. De maneira espetacular, virou para 3 a 2 um jogo que perdia por 2 a 0, apesar da torcida desfavorável (o time teve que atuar na preliminar de Flamengo X Botafogo).

    De fato, o regulamento prevê que se dispute no Mário Filho os dois jogos finais do Estadual, mas não necessariamente na preliminar de partidas entre profissionais, sobretudo quando apenas uma das agremiações envolvidas na decisão do Sub-20 entra em campo também na partida de fundo, caso do Flamengo.

    Por uma questão de justiça e coerência, o última e derradeiro jogo deveria ser realizado em qualquer outro dia, menos no mesmo de Fla x Bota do próximo domingo.

    Alô, Federação!

    ***
    O Fluminense não conquista o Estadual da categoria desde 2004, quando sagrou-se tricampeão. Em 2008, tenta evitar o inédito tetracampeonato do rival e, de quebra, manter a hegemonia de títulos da competição.

    Vale muito este Fla-Flu.

    ***
    Com tendinite no joelho direito, Thiago Silva foi poupado do último treino antes da viagem a Colômbia. Apesar das dores, o zagueirão tricolor sequer cogita a possibilidade de desfalcar o time no importante duelo de quarta.

    “Chinelinho” no dicionário desse aí é sandália de criança recém-nascida.

    ***
    De ídolo para ídolo. Roger completou 33 anos na última sexta-feira.

    Vida longa ao autor do gol do título da Copa do Brasil. Que sua estrela brilhe novamente e nos ajude nesta nossa caminhada rumo ao topo da América.

    ***
    Não houve vencedor no caso Leandro Amaral. O Flu ficou sem o jogador, é verdade, mas o Vasco também não tem o que comemorar: terá em seu elenco um jogador visivelmente contrariado e que só lá está por obrigação da Justiça, o que coloca sob suspeita até sua vontade em querer ajudar o time dirigido por Antônio Lopes.

    ***
    A tela de Thiago Silva postada nesta coluna foi gentilmente enviada pelo leitor Marco Gall, competente publicitário que deseja contribuir com o novo movimento popular da fantástica torcida tricolor.

    Se você também tem alguma foto ou tela bacana e quiser vê-la publicada aqui, envie-a para o e-mail do rodapé da coluna.

    ***
    O futuro é agora.
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    E-mails para esta coluna: joaogarcez@yahoo.com.br

  3. 24/04/2008

    Uma Copa do Brasil às avessas





    O Fluminense é o melhor time da América. É o que dizem os números: com 13 pontos e oito gols de saldo em seis jogos, o Tricolor terminou a fase de grupos da Taça Libertadores com a melhor campanha entre os 32 participantes. O feito histórico foi comedidamente comemorado dentro do clube, em função da recente eliminação do time no Campeonato Estadual.

    Pelas circunstâncias, a vitória apertada do Flamengo sobre o Coronel Bolognesi (PER) e o tropeço do Atlas (MEX) no Chile eram até esperados. Surpresa mesmo foi a derrota por 4 a 1 do Audax Italiano (CHI) para o já eliminado Sportivo Luqueño (PAR), resultado que, contrariando as expectativas, deixou o Atlético Nacional (COL) na condição de pior clube entre os classificados. O time colombiano, assim, “roubou” a vaga que, tudo indicava, pertenceria ao América (MEX), que enfrentaria o Tricolor.

    Discordo de analistas que vêem o adversário do Flu nestas oitavas-de-final como o mais fraco dos que enfrentarão os clubes brasileiros. Bicampeão nacional, o Atlético paga os melhores salários da Colômbia e vem sendo considerado pela imprensa local como a grande esperança do país. O São Paulo, que classificou-se com o Atlético Nacional no Grupo 7, não teve vida fácil contra ele: suou para empatar em 1 a 1 em Medellín e venceu pelo placar mínimo quarta-feira no Morumbi.

    Por ter terminado em primeiro na classificação geral, o Fluminense jogará a partida de volta sempre no Maracanã: será assim nas oitavas-de-final e, se for avançando, nas quartas, semi e na grande decisão. Curioso é que no ano passado, para se classificar à Libertadores, o Flu, nestas mesmas fases, teve que decidir a sua sorte no campo do adversário. Foi assim contra o Bahia, Atlético-PR, Brasiliense e Figueirense.

    Vem aí uma Copa do Brasil às avessas.

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    Se isso é bom ou ruim? Dependerá do próprio Flu. Se souber administrar a pressão que sofrerá ao jogar fora e colher bons resultados, preferencialmente com gols (critério de desempate até a semifinal em caso de vitórias pelo mesmo saldo), o time contará com o apoio de sua fanática torcida para consolidar o passaporte à fase seguinte.

    O Tricolor só não pode cair na armadilha de se entrincheirar na defesa e abdicar do ataque quando jogar em território inimigo. Não marcar gols na primeira partida poderá ser fatal.

    ***
    A volta de Dodô contra o Atlético Nacional é importantíssima para o Fluminense. Seu futebol é diferenciado e certamente ajudará muito o time nestes complicados desafios que estão por vir. Washington também lucrará com a volta de Dodô, já que dividirá com o companheiro a responsabilidade de balançar as redes, tirando um pouco do peso de seus ombros. O Coração de Leão vibrou com a notícia. “O elenco ficará ainda mais qualificado com todo o potencial de Dodô”, disse.

    ***
    Depois de declarar que Washington não tinha autorização para bater o pênalti, Renato diz que o atacante não sabia da ordem. Deu pra entender?

    Nesta aí, o técnico do Flu pisou mesmo na bola.

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    O Boca Juniors (ARG) classificou-se de maneira dramática e enfrentará o Cruzeiro nas oitavas.

    É, Atlético Nacional está de boníssimo tamanho.

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  4. 21/04/2008

    Festa apoteótica nas arquibancadas
    e uma certeza: “Seremos campeões”





    Um turista desavisado que fosse assistir à decisão da Taça Rio certamente ficaria impressionado com a beleza do espetáculo proporcionado pela torcida do Fluminense, maioria entre os 70 mil presentes ao Maracanã. Por mais veterano que seja, não há torcedor que sucumba à emoção quando vê nos anéis do estádio a beleza e a força da galera tricolor, cada dia mais linda e criativa.

    A originalidade da torcida do Flu, atuante e muito participativa, está longe de se resumir aos emocionantes cânticos de incentivo ao time: depois de, com sinalizadores, escrever o nome do clube na semifinal contra o Vasco, na grande decisão, ela voltou a surpreender com uma grande inovação: no momento em que fechava o bandeirão da Young Flu, exibiu uma imensa camisa tricolor, sob o próprio pavilhão. A iniciativa foi efusivamente aplaudida.

    Por isso tudo, Romário que me desculpe, mas torcida de outro planeta mesmo é a do Flu, indubitavelmente o maior patrimônio do clube.

    ***
    Em campo, o que se viu foi uma partida muito disputada, com Fluminense e Botafogo mordendo a bola e brigando por todas as jogadas. Se poucas oportunidades de gols foram criadas, isso deveu-se à forte marcação exercida por ambas as equipes, já que sobrou disposição em campo. O gol de Renato Silva, que deu o turno ao Botafogo, talvez tenha acontecido no único lance de desatenção da zaga tricolor, repetindo o que já havia acontecido na semifinal da Taça Guanabara.

    ***
    Ano passado foi Carlos Alberto. Desta vez, Washington. Ambos desperdiçaram pênaltis decisivos para o Flu, nas duas partidas derrotado por 1 a 0 pelo Botafogo na Taça Rio. Desta vez, porém, o prejuízo foi maior, estava em jogo a vaga à decisão do Estadual.

    Mas nada de crucifixar Washington, que, por sinal, foi quem sofreu a infração. O atacante esbanja vontade em campo e sabe cobrar pênaltis, como já mostrou no próprio Flu. Renato dizer que Washington não tinha ordem para cobrar em nada ajuda o jogador. Pelo contrário: só o compromete, pondo-o desnecessariamente na fogueira.

    ***
    Em tempo: a torcida parece saber das qualidades e boas intenções do camisa 9. Tratou de reanimar o jogador, cabisbaixo após a perda do pênalti, cantando em uníssono: “Coração Valente, guerreiro tricolor, Washington é matador”.

    ***
    Faltou ousadia a Renato no momento da expulsão de Alessandro. Com um a mais em campo, o técnico do Fluminense poderia arriscar, lançando mais um atacante. Deixou para fazê-lo somente aos 41 do segundo tempo.

    Mas aí já era tarde.

    ***
    Torço por Cuca nesta final. Humilde e trabalhador, o técnico do Botafogo há muito merece uma alegria no futebol. Que os bons ventos lhe tragam a taça deste Estadual. E parabéns à galera alvinegra, que pelo terceiro ano seguido chega à decisão da competição.

    ***
    Na saída do estádio, muita serenidade entre a torcida tricolor. No ar, a certeza íntima de que o revés foi casual e de que o Flu conta hoje com um elenco forte, capaz ainda de chegar muito longe na temporada, fazendo jus ao canto da galera.

    “Seremos campeões!”

    ***
    O aguardado Fla-Flu do século ficou no quase. Não para a garotada dos juniores da dupla, que duelará em dois jogos pelo título estadual da categoria.

    E aqui vale a velha máxima: no fraldinha ou no profissional, Fla-Flu é sempre Fla-Flu.

    ***
    O Fluminense não vai a campo neste meio de semana, mas nem por isso devemos deixar de acompanhar o complemento da fase de grupos da Taça Libertadores da América. Por volta das 23h45 desta quarta-feira, conheceremos o adversário do Flu nas oitavas-de-final da competição continental.

    A chapa vai esquentar!

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    E o Maraca, deslumbrante, viveu uma tarde de gala.

    Isso é paixão! Isso é futebol!

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  5. 17/04/2008


    O encontro prometido de Renato





    Sétima rodada da Taça Rio. Com todos os jogadores de linha reservas, o Fluminense, já classificado para as semifinais do turno, é derrotado pelo Botafogo por 3 a 1. Na ocasião, o técnico Renato Gaúcho, que corretamente poupou seu time para o decisivo jogo contra o Libertad (PAR), fez pouco caso do resultado. “Sabia que isso poderia acontecer. Disse aos atletas que a responsabilidade era toda minha. Tem nada, não! Lá na frente a gente se encontra”.

    Dito e feito. Três domingos depois, Fluminense e Botafogo fazem a final do Segundo Turno, exatamente como previra o treinador tricolor, que fez questão de enaltecer sua equipe. “Temos um time forte, como nosso adversário. Será uma briga de leões”.

    Se vencer a Taça Rio, o Tricolor fará uma final apoteótica com o Flamengo, que pela primeira vez na história tem a oportunidade de igualar o Flu em títulos estaduais.

    O desfecho desse campeonato promete!

    ***
    Ainda não será dessa vez que Dodô voltará ao time. Exames apontam que a fratura em sua face ainda não está totalmente consolidada. Por este motivo, o coordenador médico do Fluminense, Michel Simoni, não o liberou para o trabalho com choque, o que só deverá acontecer na próxima semana.

    ***
    O Fluminense cumpriu bem o seu papel no Maracanã e, com grande apresentação, venceu a LDU (EQU) por 1 a 0, gol de Cícero, pela última rodada da fase de grupos da Taça Libertadores da América. O resultado deixou o time na liderança do Grupo 8, com 13 pontos, e virtualmente como o clube de melhor campanha na competição, o que lhe garantirá a vantagem de decidir em casa até a decisão. O Tricolor só perde a condição de melhor classificado se o Fla vencer o Coronel Bolognesi (PER) por cinco gols de diferença ou se o Colo Colo (CHL) perder, em casa, para o Atlas (MEX) por três ou mais gols, ambos os resultados bastante improváveis.

    ***
    Conca foi o destaque do time numa partida em que o Fluminense dominou amplamente as ações e fartou-se de perder gols. No segundo tempo, diminuiu um pouco o ritmo, mas sem perder o controle em momento algum.

    Cícero, autor do gol tricolor, também foi um dos melhores: com muita movimentação em campo, mostrou toda a sua versatilidade, conquistando de vez a confiança da torcida.

    ***
    Na coletiva, Renato mostrava serenidade. Ciente da boa atuação do time mas sabedor de que nada está ganho, o técnico do Fluminense pediu cautela a seus jogadores. “Só quem vence entra pra história. E vamos em busca disso”.

    ***
    O Fluminense avançou às oitavas-de-final com excelentes números. Antes um azarão, agora o time divide com o Boca Juniors a condição de favorito ao título na bolsa de apostas de Londres. Não é pra menos: em três jogos em casa, venceu todos, marcando nove gols sem sofrer nenhum. Fora, uma única derrota, e mesmo assim quando já estava classificado. Além disso, obteve a maior goleada de um time brasileiro sobre um argentino em toda a história da competição (6 a 0 no Arsenal).

    ***
    Foi-se Romário. Tão genial quanto genioso, o Baixinho anunciou esta semana o seu adeus definitivo aos gramados. Com passagem pelo Flu no triênio 2002-2003-2004, o craque do Tetra declarou que deseja vestir também a camisa tricolor em seu jogo de despedida. Foi com ela, aliás, que Romário marcou o único gol de bicicleta de toda sua carreira.

    O Blog do Flu homenageia o “Gênio da Grande Área”, republicando a crônica aqui postada quando do 1000º gol do craque.

    “Romário admite: fez pouco pelo Fluminense. Com a camisa tricolor, o Baixinho chegou a uma semifinal de Campeonato Brasileiro (2002); a uma decisão de Estadual (2003), que nem chegou a jogar, já que viajou uma semana antes para o mundo árabe; a uma final de Taça Guanabara (2004); e a uma outra de Taça Rio (2004), ocasião em que marcou o 900º gol de sua carreira. “Infelizmente não conquistei nenhum título com a camisa do Flu, que tem uma torcida linda e é um dos maiores clubes do país”, disse em entrevista ao programa “Bem, Amigos”, do canal a cabo SporTV.

    “Apesar disso, os tricolores guardam com carinho momentos marcantes de Romário, como a sua estréia diante de 70 mil pessoas no Maracanã, em partida válida pela primeira rodada do Brasileirão-2002, ano do centenário do clube. Naquele jogo, o Fluminense goleou o Cruzeiro por 5 a 1, e o Baixinho mostrou seu cartão de visitas, ao presentear a multicolorida torcida tricolor com dois gols. Ainda na mesma competição, em Campinas, o camisa 11 fez o gol da virada tricolor (3 a 2) contra a Ponte Preta, classificando o time às quartas-de-final. No ano seguinte, em jogo que marcou sua primeira despedida do clube, estufou três vezes a rede alvinegra na histórica goleada por 5 a 0 contra o Botafogo, no Campeonato Estadual. Em 2004, seu último ano no Flu, até chegou às duas finais de turno do Estadual, mas não brilhou. O gol de número 900 de sua carreira, de pênalti, contra o Vasco, clube com a camisa do qual marcaria o 1000º, foi mesmo o maior feito do Baixinho naquela temporada.

    “Muitos questionam o temperamento de Romário. Faz-se necessário, entretanto, até mesmo por uma questão de justiça e merecimento, ressaltar suas qualidades enquanto jogador. Para o ex-craque Tostão, por exemplo, o Baixinho foi o maior finalizador da história do futebol. Opinião parecida tem Johan Cruyff, integrante do Carrossel Holandês, seleção que encantou o mundo em 74. “Não há ninguém como Romário”, disse Cruyff, que se refere ao atacante do Vasco como “Gênio da Grande Área”.

    “Apesar de estar com sua biografia concluída, é a paixão pelo futebol que faz com que Romário não saiba quando largará os campos. O Baixinho vai adiando sua retirada por temer a dor que sentirá no seu adeus definitivo”.

    Mas seja lá quando for, obrigado por tudo, gigante Baixinho!

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    À glória, Flu! Mas, por favor, sem disputa de pênaltis.

    Gravatinha que o diga.

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  6. 13/04/2008

    Vidência de Gravatinha se confirma
    e Flu é finalista da Taça Rio 2008





    Ao chegar em casa após a semifinal do Maracanã, o quarto-zagueiro do Fluminense Roger deu um beijo na testa de sua filha, que despertou. A pequena, na véspera, tinha ido até a concentração em que estava a delegação tricolor para rever o jogador, submetido à cansativa rotina de viagens e hotéis. Pegou-lhe pelas mãos e, puxando-o, disse: “Papai, vamos pra casa”.

    O episódio, que partiu seu coração, foi lembrado pelo próprio Roger segundos antes do time entrar em campo para o decisivo jogo contra o Vasco. A história, conforme admitiu Renato Gaúcho, sensibilizou o grupo, que pisou o gramado faminto e querendo jogo. No fim, a vitória dramática nos pênaltis por 5 a 4 deu aos bravos guerreiros tricolores o merecido final feliz numa semana árdua e desgastante.

    Aliviado e com a sensação do dever cumprido, Roger, ao despertar da filha, olhou-a com ternura e disse: “Papai voltou, minha querida! E classificado para a decisão”.

    ***
    O Fluminense, de fato, carimbou seu passaporte para a final da Taça Rio, mas a classificação tricolor foi muito valorizada pela ótima atuação do Vasco, seguramente a sua melhor em toda a temporada. Apesar disso, o time dirigido por Antônio Lopes se despediu do Campeonato Estadual sem ganhar nenhum clássico, engrossando um longo tabu favorável ao Flu, que não perde para o time da cruz de malta há dois anos ou sete jogos.

    ***
    O empate em 1 a 1 (gols de Jean e Thiago Silva) foi justo pelo futebol parelho de Fluminense e Vasco, que esteve mais inteiro nos minutos finais. Explica-se: o time de São Januário teve a semana inteira livre, enquanto o tricolor teve que ir a Argentina jogar pela Libertadores, só chegando ao Rio de Janeiro menos de 48 horas antes do clássico.

    Mas se o Vasco esteve um pouco melhor no final, o Flu foi muito superior nos primeiros minutos. Tanto que o que se viu no começo foi um Vasco atordoado, tamanho o domínio tricolor. O time dirigido por Antônio Lopes não conseguia trocar três passes e sequer passava do meio-de-campo. A “blitz” tricolor poderia ter resultado em pelo menos um gol, mas o Vasco conseguiu se safar do bombardeio.

    ***
    Cícero, desta vez, pouco foi visto no ataque. De maneira inteligente, Renato recuou-o para dar liberdade à sua dupla de criação, Thiago Neves e Conca, que, individualistas (sobretudo Neves), desta vez não desequilibraram.

    Sorte do Flu que conta com elenco farto: os laterais Gabriel e Júnior César, bastante acionados, se destacaram no apoio. De seus pés, surgiram boas alternativas de ataque. O lateral-esquerdo, porém, precisa se aprimorar nos cruzamentos. Já o direito mostrou confiança e maturidade ao pedir a Renato que o deixasse cobrar a quinta penalidade.

    ***
    “Não tem dinheiro que pague uma pessoa que jogue com amor pelo Fluminense. É claro que o futebol é importante para fazer o pé de meia, mas, vestindo esta camisa, eu jogo verdadeiramente por amor”.

    É muito ídolo esse Thiago Silva!

    ***
    De joelhos, Renato chorou ao fim dos pênaltis. Também pudera: dirigindo o Vasco em 2007, perdeu, também nas penalidades, as semifinais das taças Guanabara e Rio (para Flamengo e Botafogo, respectivamente). Desta vez, dirigindo o Flu, levou a melhor.

    Pior para o Vasco, que perdeu uma semifinal de turno pela terceira vez consecutiva.

    ***
    Em tempo: a seleção italiana, antes de se sagrar tetracampeão mundial em 2006, também havia se despedido de três Copas desta fatídica maneira: em 90 (para a Argentina, nas semifinais), em 94 (para o Brasil, na final) e em 98 (para a França, nas quartas-de-final).

    Que sina!

    ***
    Antes um carma na vida do Fluminense, nos últimos anos as disputas de pênaltis têm tido sempre favoráveis ao clube das Laranjeiras. De 2005 pra cá, o Flu triunfou todas as vezes em que uma classificação foi decidida dessa forma. A saber: Vasco (semifinais do Segundo Turno do Campeonato Estadual-2005), Treze-PB (quartas-de-final da Copa do Brasil-2005), Santos (primeira fase da Copa Sul-Americana-2005), Botafogo (primeira fase da Copa Sul-Americana-2006) e Vasco (semifinais do Segundo Turno do Campeonato Estadual-2008).

    ***
    As torcidas de Flu e Vasco deram um show nas arquibancadas, especialmente a tricolor, que, num efeito visual de tirar o fôlego, escreveu o nome do clube com piscas. A festa emocionou até mesmo o zagueiro Luis Alberto. “Temos que agradecer a nossa torcida, que mais uma vez compareceu ao Maracanã e proporcionou um belo espetáculo. Ela tem tido papel destacado nessa nossa caminhada”.

    ***
    Salvo um cartão amarelo que poderia ter dado por reclamação acintosa para Jonílson (pelo mesmo motivo, mostrou para Washington), é preciso reconhecer, o árbitro Gutemberg de Paula Fonseca teve pulso, soube controlar o jogo e está de parabéns pelo excelente desempenho.

    Ah, se sempre fosse assim!

    ***
    Já no vestiário, até o técnico rival, Antônio Lopes, se rendeu ao Flu, enaltecendo o elenco tricolor. “O time do Fluminense é muito bom: Thiago Neves é um excelente jogador, Washington é muito perigoso, Arouca é outro bom jogador e os laterais, Gabriel e Júnior César, são o ponto alto da equipe”.

    Bacana a humildade de Lopes!

    ***
    Que guerreiro é Washington. Apenas seis dias depois de ter torcido seriamente o tornozelo esquerdo, com ímpeto e bravura, foi a campo ajudar o Flu, carente de centroavantes de ofício. O Coração de Leão nem jogou bem, é verdade, mas ajudou o time com sua experiência, convertendo, inclusive, uma das penalidades decisivas.

    ***
    De novo Roger. Veja que retidão de caráter tem este jogador. Após o gol de Gabriel, que decretou a vitória tricolor, em vez de comemorar a classificação de seu time, Roger foi consolar o jovem estreante Pablo, que desperdiçou a quinta cobrança vascaína e chorava compulsivamente no gramado.

    Além de ídolo e grande jogador, Roger se mostra uma figura humana cativante. Um orgulho tê-lo servindo as cores do Flu.

    ***
    Em tempo: Pablo já havia desperdiçado uma penalidade (no último minuto) no jogo contra o Flu pelas semifinais da Taça Guanabara de Juniores. A exemplo de sábado passado, também deu Flu na final.

    ***
    Mal saiu de um jogo decisivo, o Fluminense já entra em outro: quinta-feira, às 19h10, o time tenta, contra a LDU, o primeiro lugar do Grupo 8 da Libertadores. Um empate basta, mas a vitória deixará o time entre os três melhores classificados no geral, o que lhe garantirá vantagens no mando de campo em fases futuras.

    ***
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    ***
    Quem lê o Blog do Flu já sabia, há uma semana, o que exatamente aconteceria na semifinal contra o Vasco.

    Vale relembrar o que me disse Gravatinha na crônica “De Volta Para o Passado”, postada no último dia 7. “A trama (Flu x Vasco) é idêntica à de 2005, quando na semifinal do Segundo Turno batemos o Vasco nos pênaltis depois de empatarmos em 1 a 1 no tempo regulamentar”.

    Sinistro!!!
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  7. 10/04/2008

    Volta para o título





    Apenas um mês depois de fraturar o osso frontal direito, o atacante Dodô se diz pronto para ajudar o Fluminense nos jogos decisivos do Campeonato Estadual e da Taça Libertadores da América. Se chegar à decisão da Taça Rio, o Artilheiro dos Gols Bonitos deverá estar em campo para a alegria de milhões de tricolores, que vêem no futebol do jogador a certeza de belas jogadas e muitas bolas na rede.

    Dono de uma categoria ímpar, os golaços de Dodô contra o Arsenal (ARG) entusiasmaram e deixaram ótima impressão. A fatalidade no jogo seguinte, contra o Friburguense, frustrou todos que admiram seu futebol, que esperavam ver a seqüência do desfile de seu jogo plástico e exuberante pelos gramados.

    Dodô será julgado na segunda quinzena de maio e seu futuro é uma incógnita. Mas até lá, o Estadual já estará decidido e a Libertadores, caminhando para as semifinais. Por ora, o melhor mesmo é esquecer isso e retomar o romance.

    O sorriso de Dodô está de volta!

    ***
    Já classificado para as oitavas-de-final da Taça Libertadores da América, o Fluminense foi a passeio para a Argentina. Sim, porque tudo o que não se viu foi o time em campo. O Flu caiu na velha armadilha do relaxamento e se acomodou diante dos reservas do Arsenal, que venceram por 2 a 0.

    Em sua pior atuação no ano, o Fluminense pouco criou, limitando-se a tocar a bola, como num coletivo. No único lance que levou perigo ao gol de Orcellet, Conca recebeu passe de Arouca e chutou em cima do goleiro, que defendeu em dois tempos. Pouco, muito pouco para um time que, até então, tinha o melhor ataque da competição.

    Nem mesmo a defesa tricolor, que havia sofrido apenas um gol em quatro jogos, esteve em noite feliz. No lance do primeiro gol, Thiago Silva cochilou e Biagini, de letra, abriu o marcador. No segundo, Ygor falhou bisonhamente e Juan Bottaro chutou no canto direito de Fernando Henrique.

    A expulsão infantil de Thiago Neves, a 16 minutos do fim, minou qualquer possibilidade de reação tricolor na negativa noite em Sarandi. O apoiador cumprirá suspensão na sexta rodada, mas jogará normalmente na primeira partida do mata-mata.

    Menos mal que o fim da invencibilidade do Flu veio num momento em que poderia acontecer, embora nada justifique o indolente comportamento do time nesta partida.

    Que contra o Vasco o Flu volte com seu bom futebol e premie a sua torcida, que, mais uma vez, estará no Maracanã para prestigiar o time na sua caminhada ao 31º título estadual.

    ***
    Mesmo com o revés, o Fluminense segue em primeiro lugar no Grupo 8 (tem um gol a mais de saldo do que a LDU). Por isso, jogará por um empate dia 17, no Maracanã, para ficar na ponta da tabela e decidir em casa o jogo de volta da próxima fase.

    Apesar do empate nos ser favorável, uma vitória será ainda melhor. É que, com 13 pontos, o Fluminense fatalmente terminaria entre os três melhores classificados, o que lhe garantiria vantagens também para fases futuras.

    ***
    Justiça seja feita: o Fluminense sempre tem correspondido em jogos à vera. Vide partidas da Libertadores quando o time ainda não estava classificado e clássico contra o Vasco, pela Taça Rio, que carimbou o passaporte tricolor às semifinais. Até mesmo na derrota para o Botafogo na Taça Guanabara o Flu foi superior ao seu adversário.

    ***
    Sábado, às 18h30, vai sair lasca!

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  8. 07/04/2008

    De Volta Para o Passado





    No chuvoso fim de semana carioca, encontro Gravatinha sentado na praça de alimentação do Shopping Rio Sul. Sem mesmo que me convidasse, puxei uma cadeira para saudar meu velho e ranzinza amigo.

    - Por onde andastes, sumido Gravatinha?
    - Por aí...
    - Como “por aí”?
    - Por aí, ora! Tenho vagado por diversos lugares.

    Gravatinha morde um pastel de calabresa e aproveito para consultar o guia de programações do shopping. Na seção de cinemas, percebo que um dos filmes em cartaz é “Flu x Vasco, semifinal da Taça Rio”.

    Confuso e apontando para o folheto, viro-me para Gravatinha e pergunto a ele se sabe o ano da produção.

    - Dois mil e oito.

    Rio da cara do mascote.

    - Enlouqueceu? Esta partida ainda sequer foi realizada. Será sábado, no Maracanã. E pelo que sei, você está longe de ser capaz de criar uma máquina do tempo como a de Doc Brown (o cientista maluco do divertidíssimo De Volta Para o Futuro).

    Gravatinha fitou-me nos olhos e, sério como nunca, desafiou-me.

    - Quer apostar?

    A austeridade de Gravatinha me fez balançar, embora seguisse sem entender como o filme de um clássico que ainda acontecerá poderia estar em cartaz. Sonho? Loucura? Não sei. Mas resolvi confiar no personagem rodriguiano e propus que assistíssemos à sessão seguinte.

    - Perda de tempo, João! É filme repetido. Nós já conhecemos de cor e salteado o desfecho da história .

    - Como assim? Você acaba de me dizer que a produção é de 2008?

    - O filme pode até ser, mas a trama é idêntica à de 2005, quando na semifinal do Segundo Turno batemos o Vasco nos pênaltis depois de, com um gol de Gabriel, empatarmos em 1 a 1 no tempo regulamentar.

    - Então você está me dizendo que...

    - Sim, enfrentaremos novamente o Flamengo na final da Taça Rio, exatamente como há três anos.

    - Caramba, aquele jogo foi inesquecível: goleamos nosso rival por 4 a 1 no dia seguinte à morte do Papa.

    - É isso, João! Sofreremos mais uma vez nas penalidades contra o time da colina para depois decidirmos com o Fla.

    - Excelente notícia, Gravatinha! Mas, bem, se o filme contra o Vasco é repetido, entendo que a final da Taça Rio também, certo?

    Gravatinha limpou a boca com um colorido guardanapo de papel, fechou os olhos (o que me fez pensar que perderia os sentidos) e sumiu.

    Acostumado com a sua falta de educação, pego novamente o guia de programações para ver os demais filmes que estão passando. Cuidadosamente, passo os olhos na relação. O da sala 4 me parece familiar: “A saga do pontífice João Paulo II”.

    Lembro de Gravatinha e de seu sorriso debochado. Entendo também o porquê do longo afastamento. Gravatinha não joga pra perder, sabe que as partidas mais importantes do Estadual e da Libertadores vêm agora.

    O show vai começar!

    ***
    Novamente com o time reserva, à exceção da dupla de ataque, o Fluminense não teve dificuldades para golear o Madureira, em Édson Passos, e garantir o primeiro lugar do Grupo A. Roger (dois) e Alan (dois) marcaram os gols do Flu.

    A cria de Xerém, por sinal, em apenas dois jogos (Botafogo e Madureira), balançou a rede três vezes.

    Lapidados e lançados aos poucos, Allan e Tartá, muito em breve, deverão ser uma realidade no Flu.

    ***
    Segundo colocado do Grupo B e adversário do Tricolor na semifinal da Taça Rio, o Vasco tem a vantagem de uma semana inteiramente livre, que servirá de preparação para o clássico de sábado. Já o Flu terá uma desgastante viagem à Argentina, devendo voltar somente na véspera do jogão.

    Apesar disso, ao menos no papel, o Flu é mais time e, se impor seu envolvente toque de bola, deverá, como previu Gravatinha, chegar à decisão do turno

    ***
    O médico do Fluminense, Michel Simoni, disse que Washington levará de 15 a 20 dias para que se recupere da entorse no tornozelo esquerdo. O jogador, porém, quer fazer de tudo para surpreender a equipe médica e estar em campo antes do tempo.

    De certo mesmo, o adeus do Coração de Leão à tola briga pela artilharia do Campeonato Estadual.

    ***
    Há dois jogos não são marcados pênaltis a favor do Vasco no Campeonato Estadual.
    Há dois jogos o Vasco não vence no Campeonato Estadual.

    Que baita coincidência!

    ***
    Arsenal (ARG) x Flu? Vale muito! Se o Tricolor vencer os dois jogos que lhe restam nesta primeira fase da Taça Libertadores da América, será matematicamente o time de melhor campanha entre os 32 clubes, e terá sempre a vantagem de decidir no Maracanã o jogo da volta, inclusive a grande decisão.

    ***
    Olho na arbitragem, tricolores!

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  9. 03/04/2008

    "Jogos às 22h interessam à Unimed"





    A exemplo do que já havia acontecido na estréia tricolor em casa nesta Libertadores, o Maracanã recebeu na última quarta-feira mais um ótimo público para Fluminense x Libertad (PAR).

    Apesar dos quase 40 mil presentes, o estádio esteve longe de ter sua lotação máxima ocupada. Talvez em função do jogo ter sido televisionado para a própria cidade do Rio de Janeiro ou, principalmente, pela hora tardia em que foi realizado.

    Há muito, o horário das 21h50 vem sendo duramente contestado por torcedores que têm o hábito de freqüentar estádios. Em geral, são trabalhadores comuns que pegam cedo no trabalho e que dispõem de escasso tempo de lazer.

    O que poucos sabem, porém, é que partidas programadas para o ingrato horário das 21h50 são uma exigência dos patrocinadores dos clubes, que desejam ter suas marcas expostas no horário nobre da TV Globo, emissora detentora dos direitos de transmissão da Taça Libertadores da América, além do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e dos Campeonatos Estaduais.

    É o que afirma Marcelo Campos Pinto, diretor-geral da Globo Esportes, unidade de negócios criada em 1999 para produzir, comprar e vender eventos esportivos. “Reconheço que não é cômodo para o torcedor que vai ao estádio, mas este é o horário nobre da TV brasileira durante a semana, e os clubes querem aparecer neste período por exigência de seus patrocinadores”, conta.

    Questionado se e TV Globo, embora hoje acompanhada de perto pela TV Record, teria um monopólio das comunicações nos esportes, Marcelo Campos Pinto rejeitou o rótulo. “Monopólio é um conceito jurídico-econômico. Adquirimos os direitos de transmissões de quase todos os esportes, porque as outras emissoras não demonstraram o mesmo interesse em comprar”.

    Por fim, declarou que à TV Globo não interessa a exclusividade das competições esportivas porque a emissora se mantém imbatível no quesito audiência. “Mesmo com os jogos passando em outros canais, conseguimos um market share de audiência muito elevado”. Então qual a razão da exclusividade? “O vendedor só nos oferta o produto desta forma. E com o caminhão de dinheiro que gastamos, não podemos dá-lo de graça aos concorrentes”.

    ***
    Marcelo Campos Pinto concedeu-me esta entrevista em 2001. Então editor do ParaTodos, jornal institucional da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), produzi originalmente esta matéria (agora adaptada) na edição de novembro daquele veículo. Os trechos reproduzidos, porém, se mantêm atuais, tendo em vista que os conceitos para as questões abordadas não sofreram quaisquer alterações.

    ***
    Com a frase “Mereço ir ao Maraca porque o Nelson Rodrigues me telefonou lá do paraíso para me dizer que está escrito há 6 mil anos que o Fluzão vai arrebentar o Libertad por 4 a 0, e que eu e meu filho temos que estar lá para ver”, Rodolfo Queiroga, do Humaitá, faturou o livro Epopéia Tricolor – A Conquista do Brasil e a Volta à América, alem de dois ingressos de cadeira especial para o jogão da última quarta. Parabéns!

    O Globoesporte.com continuará contemplando seus leitores com novas promoções em breve.

    Fique ligado!

    ***
    O Fluminense foi dormir na noite de quarta como o melhor time da América. É que com a vitória de 2 a 0 sobre o Libertad (PAR), no Maracanã, o Tricolor obteve até aqui a melhor campanha entre os 32 clubes que disputam a Taça Santander Libertadores.

    Diferentemente do jogo contra o Arsenal, desta vez o Flu não chegou a brilhar, mas teve pegada suficiente para vencer e controlar o jogo quando necessário.

    O Libertad, que ainda não pontuou na competição, surpreendeu positivamente, ao apresentar um futebol muito mais dinâmico do exibido no jogo em Assunção. Com rápidas trocas de bola, chegou a ser melhor do que o Flu em determinado momento do primeiro tempo.

    No fim, o terceiro triunfo do Fluminense na Libertadores, gols de Cícero e Thiago Silva, deixou o time na liderança do Grupo 8, com dez pontos, ao lado do LDU (COL), que tem, porém, saldo inferior (nove a oito).

    ***
    Thiago Silva pode até não ter falado, mas depois de seu gol, o segundo do Fluminense, deve ter se deliciado ao ver as caras de desânimo dos alienados jogadores do campeão paraguaio, que desdenharam da defesa tricolor no jogo da terceira rodada.

    A defesa do Flu segue entre as melhores da competição com apenas um gol sofrido em quatro jogos (média de 0,25/jogo).

    ***
    “É gozado. Antes, o Fluminense não iria passar no Grupo da Morte. Agora, as pessoas não estão dando importância à nossa classificação. Como é isso? O Fluminense, entre 32 times, é o melhor porque fez por merecer. Temos que comemorar, sim, mas com os pés no chão porque não ganhamos nada. Sabemos que a outra fase será muito difícil. Para nós e para o adversário que encararmos”.

    Palavras de um coerente Renato, que me poupou de escrever esta notinha aqui.

    ***
    Nem tudo está perdido. Depois de o Blog do Flu se queixar da manutenção da data original de Flu x Madureira, prevaleceu o bom senso e a FERJ remarcou o jogo para o mesmo horário (16h) de Flamengo x Vasco, domingo, em Édson Passos.

    Em caso de vitória de ambos, o Tricolor terá que vencer por um gol a mais de diferença para faturar o primeiro lugar do Grupo A e pegar o Vasco na semifinal da Taça Rio.

    Olho vivo!

    ***
    Para este jogo, Renato já adiantou que não escalará Thiago Neves, Arouca e Gabriel, que, contra o Libertad, atuaram no sacrifício (dores musculares). Mas desta vez, diferentemente do clássico contra o Botafogo, não atuaria com todos os jogadores de linha reservas.

    A viagem à Argentina na próxima semana será desgastante, mas o jogo contra o Arsenal não deverá ser dos mais pegados. Já eliminado da Libertadores, o campeão da Copa Sul-Americana, que conta com poucos torcedores, não deverá levar público algum ao jogo em Sarandi.

    Bom para o Flu, que jogará praticamente num campo neutro.

    ***
    Como está voando o Júnior César!

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  10. 31/03/2008


    A hora é essa





    O Fluminense tem nesta quarta-feira, às 21h50. uma grande oportunidade de garantir sua classificação às oitavas-de-final da Taça Libertadores da América a duas rodadas do fim da primeira fase da competição.

    O time não pode relaxar e deixar para decidir a sua sorte nos jogos restantes, já que se não vencer o Libertad e perder para o Arsenal, na Argentina, fará jogo de vida ou morte contra o LDU na sexta e derradeira rodada.

    Não dá pra bobear.

    ***
    Promessa é dívida. Depois de duas tentativas, finalmente os leitores do Globoesporte.com serão contemplados com meu livro, Epopéia Tricolor – A Conquista do Brasil e a Volta à América. Para ganhar os exemplares, bem como duas entradas de cadeira especial para o jogão de quarta, basta responder à seguinte pergunta: “Por que você merece ir ao Maracanã assistir a mais uma vitória do Fluzão contra o Libertad?” (vide chamada na home do Flu). As duas melhores respostas serão premiadas.

    Boa sorte!

    ***
    Dois novos pontos de venda para o livro Epopéía Tricolor: Livraria Pontes (www.livrariapontes.com.br) e Farol Vídeo, em Macaé (Avenida Atlântica, ao lado do Mr. Pizza, em Cavaleiros).

    Seguem os demais:

    • Flu Boutique – Sede das Laranjeiras;
    • Só Tricolor, do Flamengo – Rua Senador Vergueiro, 44/Loja A;
    • Só Tricolor, de Niterói – Gavião Peixoto, 104 – Loja 111/Icaraí
    • Banca Tricolor – Rua da Carioca, na entrada da estação de metrô da Carioca;
    • Praça Saens Peña – Conde de Bonfim, 368 (em frente à C&A);
    • Grajaú – Praça Edmungo Rêgo (em frente ao Itaú);
    • Largo do Machado – Rua do Catete, 311 (Banca Machado de Assis, esquina com a rua de mesmo nome);
    • Copacabana – Banca da esquina das ruas Barata Ribeiro com Prado

    ***
    Num Maracanã esvaziado para um jogo de pouco apelo, o Fluminense, com seus reservas, perdeu para o Botafogo por 3 a 1. De bom, apenas o segundo tempo, quando com a garotada de Xerém em campo, o time passou a tocar bola na intermediária do Botafogo e levou algum perigo ao gol de Castillo.

    ***
    Lance capital da partida: o Botafogo vencia por 2 a 1 quando Mauricio, em posição legal, foi lançado. O jogador avançaria todo o campo adversário e iria com bola e tudo até o gol alvinegro, mas o bandeira marcou impedimento. Na quarta-feira, o time dirigido por Cuca bateu o modesto Cardoso Moreira por 1 a 0, com gol em impedimento de Wellington Paulista.

    Quando o vento (leia-se erro de arbitragem) sopra a favor, a diretoria do Botafogo não dá as caras. Choro, então, nem pensar.

    ***
    Dá gosto ver o comprometimento da galera de Xerém com o Fluminense. Ao fim do clássico contra o Botafogo, apesar do gol em lance de puro oportunismo, Alan estava visivelmente chateado. “É lógico que marcar é sempre bom, mas hoje estou muito triste com esta derrota”.

    Ah, se todos pensassem assim...

    ***
    Por uma questão de coerência, a FERJ deveria transferir Flu x Madureira de sábado para domingo, no mesmo horário de Fla x Vasco. É que a dupla Fla-Flu duela cabeça a cabeça, gol a gol pela liderança do Grupo A da Taça Rio, que determinará quem pegará o Vasco, segundo colocado do Grupo B.

    Mas a mudança não deverá acontecer, já que ambas as equipes têm o Maracanã como mando de campo. Com isso, o time rubro-negro entrará em campo podendo “escolher” quem deseja enfrentar na semifinal do Segundo Turno.

    Um absurdo!

    ***
    Gustavo Nery, não dá mais, não!

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João Marcelo Garcez (29) é jornalista, publicitário e autor do livro Epopéia Tricolor – A Conquista do Brasil e a Volta à América (2008). Nascido no Rio de Janeiro e fanático pelo Fluminense, orgulha-se de integrar a torcida mais esclarecida do Brasil. Entre outros ofícios, trabalha desde 2006 na agência de publicidade DM9DDB, tendo atuado também em empresas como o Jornal dos Sports e TV Globo, onde foi roteirista. Em Macaé (RJ), foi editor-chefe de O Debate, jornal em que teve o prazer de escrever a crônica do 30º título estadual da centenária e gloriosa história tricolor.

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